Pelo Twitter, ministro Luiz Sérgio nega que pediu para sair do governo Dilma
Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília
Diante da boataria que tomou Brasília e se intensificou nesta semana, o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, negou na noite desta quinta-feira (9) em seu perfil no microblog Twitter, que tenha pedido para sair do cargo que ocupa no governo Dilma.
“Notícia no site do Estadão é falsa. Não pedi para sair do governo, não conversei com a jornalista em momento algum. Péssimo jornalismo”, escreveu o ministro. No blog do jornal “O Estado de S.Paulo” há informação de que “o ministro Luiz Sérgio, das Relações Institucionais, já disse à presidente Dilma Rousseff que não vai mais continuar no cargo”.
Ainda em crítica a outras reportagens sobre sua suposta saída, o ministro negou que as informações do portal iG estivessem corretas. “Informação do iG não corresponde à verdade. Não falei com o jornalista. Repito: ‘há hora de falar e hora de calar. Agora é hora de calar’".
Texto do blog Poder Online do portal iG afirma que, em conversa com familiares, Luiz Sérgio teria se mostrado “cansado e até magoado" com o noticiário que o mostra rifado pelos partidos políticos, como o PT e o PMDB, que já discutem publicamente nomes para substituí-lo. Ainda segundo o texto, o ministro teria sido aconselhado pela mulher e pelos filhos a se antecipar para entregar o cargo à presidente amanhã.
“Fiquei estarrecido de terem colocado informação falsa sobre a posição de minha família”, comentou o ministro em outro post.
O blog Presidente 40, da Folha, também noticiou a suposta saída de Luiz Sérgio e afirmou que o Planalto já sonda a ministra da Pesca, Ideli Salvatti, para o cargo.
A assessoria de imprensa do ministério nega os boatos e confirma que amanhã ele irá cumprir agenda “normalmente” no Palácio do Planalto.
Em viagem ao Rio de Janeiro, Luiz Sérgio evitou conversar com jornalistas sobre a possibilidade de uma segunda baixa no governo petista em apenas uma semana. O então ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, pediu afastamento do cargo no começo da noite de terça-feira (7). O desgaste envolvendo o ministro começou após reportagens da Folha sobre o aumento vertiginoso no patrimônio pessoal do político.
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