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Gilmar Mendes manda soltar Paulo Vieira de Souza, apontado como operador do PSDB

Sérgio Lima/Folhapress
Imagem: Sérgio Lima/Folhapress

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

11/05/2018 18h47Atualizada em 11/05/2018 18h49

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes determinou nesta sexta-feira (11) a revogação da prisão preventiva do ex-diretor da Dersa (empresa responsável por obras rodoviárias de São Paulo) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto.

Paulo Preto foi preso preventivamente em abril, sob a suspeita de ter participado de esquema de desvio de dinheiro ligado às obras do Rodoanel Sul, durante governos do PSDB em São Paulo.

Um dos motivos para a decretação da prisão foi uma suposta ameaça a testemunha. A defesa nega. A defesa do ex-executivo afirma que a prisão foi uma medida arbitrária, sem fundamentos legais e desnecessária.

A decisão de Gilmar foi tomada quatro dias depois de o STJ (Superior Tribunal de Justiça) de manter a prisão do ex-diretor da Dersa.

A defesa de Souza recorreu ao STF contra a negativa do STJ. Na decisão, o ministro Gilmar Mendes afirma que não há fatos que liguem as supostas ameaças à testemunha a Paulo Vieira de Souza.

A denúncia da Lava Jato indica que quase 1.800 pessoas foram incluídas indevidamente em programas de reassentamento de famílias desalojadas por grandes obras viárias do Dersa, o que resultou em um desvio de R$ 7,7 milhões (valor sem correção) entre os anos de 2009 e 2011. Paulo Preto é apontado pelo Ministério Público Federal como o comandante do esquema. A psicanalista Tatiana Arana Souza Cremonini, que é filha dele, e a irmã da ex-funcionária do Dersa também foram denunciadas pela força-tarefa.

As obras investigadas são o trecho sul do Rodoanel, o prolongamento da avenida Jacu Pêssego e a Nova Marginal Tietê, na região metropolitana de São Paulo.