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Após Crivella se retratar, governador do Rio devolve escolta de policiais

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), em entrevista à imprensa  - Tomaz Silva/Agência Brasil
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), em entrevista à imprensa Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil

Do UOL, no Rio

21/03/2019 17h20

Após uma retratação do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), o governador do estado, Wilson Witzel (PSC), decidiu manter a escolta de policiais militares a serviço do prefeito. Witzel havia cancelado o empréstimo dos PMs após Crivella criticar a Polícia Militar.

O prefeito havia dito durante um evento ontem na zona oeste da capital que o estado é "uma esculhambação completa" e os policiais militares "sobem o morro [favela] para pegar o arrego [propina]".

Na manhã de hoje, o Diário Oficial do estado oficializou uma ordem do governador para que os 27 policiais emprestados para fazer a segurança do prefeito e sua equipe deixassem a função e se apresentassem à PM para receber novas atribuições.

"Se você não acredita em uma instituição, ela não pode estar ao seu lado", disse Witzel.

A medida fez o prefeito procurar o governador. "O prefeito Crivella me ligou hoje de manhã dizendo que a declaração dele foi descontextualizada e ele tem apreço muito grande pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, que o estado está sendo bem conduzido, que o nosso governo tem sido um governo de excelência e que ele foi descontextualizado", disse Witzel.

O Diário Oficial deve oficializar amanhã a decisão do governador de manter os policiais com o prefeito. Na prática, eles ainda não haviam deixado suas funções na prefeitura e nada será alterado, segundo a assessoria de Witzel.

O governador disse que declarações como as de Crivella não ajudam o Estado Democrático de Direito. "Eu, quando digo que alguém é corrupto, dou nome, CPF e encaminho ao Ministério Público. Não faço nenhum tipo de acusação genérica", disse o governador.

Durante discurso no evento destinado a servidores, Crivella também associou o Carnaval à corrupção, dizendo que a prefeitura ganha "uma banana" ao investir na festa. Ele também disse que o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), uma espécie de trem que circula no centro da cidade, seria uma "porcaria".

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