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Governo anuncia substituto de secretário que viajou em avião da FAB

Bolsonaro disse ainda que, além da demissão, estudará outras medidas cabíveis contra Santini - Prakash Singh/AFP
Bolsonaro disse ainda que, além da demissão, estudará outras medidas cabíveis contra Santini Imagem: Prakash Singh/AFP

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

28/01/2020 13h54Atualizada em 28/01/2020 15h59

Resumo da notícia

  • Cargo Casa Civil será assumido pelo adjunto, Fernando Moura
  • Troca acontece após ministro interino da pasta ter viajado com avião da FAB da Suíça para a Índia
  • Presidente diz que episódio, apesar de não ser ilegal, é "imoral" e "inadmissível"

A Casa Civil do governo Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou hoje a demissão de Vicente Santini da secretaria executiva da pasta. O adjunto no cargo, Fernando Moura, foi o escolhido para substituí-lo. A troca ocorre depois de Santini ter usado um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) sem o consentimento da Presidência da República para viajar de Davos (Suíça), onde participou do Fórum Econômico Mundial, à Índia, onde integrou a comitiva do presidente.

Hoje pela manhã, Bolsonaro criticou Santini e classificou a atitude dele como "imoral" e "inadmissível". Na condição de chefe interino da Casa Civil (o titular, Onyx Lorenzoni, está de férias), o subordinado foi o único a viajar em aeronave oficial. As demais autoridades utilizaram companhias aéreas comerciais.

"Inadmissível o que aconteceu. Já está destituído da função de executivo do Onyx. Decidido por mim", afirmou o presidente na chegada ao Palácio da Alvorada, na manhã de hoje. Ele retornou ao país depois de quatro dias de agendas oficiais na Índia.

Bolsonaro disse ainda que, além da demissão, estudará outras medidas cabíveis contra Santini. "Vou conversar com o Onyx e ver quais outras medidas podem ser tomadas contra ele. Inadmissível o que aconteceu. Ponto final."

Apesar de ter anunciado a "destituição" do cargo, Bolsonaro não deixou claro se Santini será ou não reaproveitado em outro cargo dentro da estrutura do governo federal.

A Casa Civil afirmou que "a solicitação [para uso da aeronave da FAB] seguiu os critérios definidos na legislação vigente". Na visão do presidente, o ato do subordinado pode não ter sido "ilegal", mas foi "imoral".

"O que ele fez não é ilegal, mas é completamente imoral. Ministros antigos foram de avião comercial. Classe econômica. Eu mesmo já viajei no passado, quando não era presidente, para a Ásia toda de comercial e classe econômica. Não entendi."