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Partidos denunciam Eduardo Bolsonaro por fala sobre "medida enérgica"

Eduardo Bolsonaro é acusado de disseminação de fake news, incitação ao ódio e ameaças a ministros do STF - Mateus Bonomi/AGIF
Eduardo Bolsonaro é acusado de disseminação de fake news, incitação ao ódio e ameaças a ministros do STF Imagem: Mateus Bonomi/AGIF

Do UOL, em São Paulo

28/05/2020 20h51

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) é alvo de mais uma representação protocolada hoje no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.

Os partidos PSOL, Rede, PT, PDT, PCdoB e PSB acusam o filho do presidente da República de disseminação de fake news, incitação ao ódio e ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Em plena crise pandêmica no país, enquanto o povo brasileiro está de luto pelos mais de 25 mil óbitos decorrentes do novo coronavírus, além dos mais de 400 mil casos confirmados, o país assistiu perplexo a mais uma manifestação contra o Estado Democrático de Direito promovida pelo Deputado Federal Eduardo Bolsonaro", diz o documento.

Os partidos destacam o comentário feito ontem pelo deputado sobre a operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão de computadores e celulares de pessoas ligadas ao "Gabinete do Ódio".

Sobre o acontecimento, Eduardo Bolsonaro afirmou que "quando chegar ao ponto que o presidente não tiver mais saída e for necessário uma medida enérgica ele é que será tachado como ditador".

O deputado Eduardo Bolsonaro criticou os inquéritos em curso no Supremo e afirmou que é necessário punir o ministro Alexandre de Moraes.

"Sem disfarçar o seu caráter autoritário e saudosista da ditadura civil-militar brasileira, o Representado disse ainda até entender as pessoas que tenham uma 'postura mais moderada', para tentar impedir um "momento de ruptura", mas ele acredita que a questão, nesse caso, não é de se vai ocorrer a cisão, mas de quando", destaca a representação.

Eduardo Bolsonaro já responde a processo no Conselho de Ética por afirmar que "se a esquerda brasileira radicalizar", uma resposta pode ser "via um novo AI-5". Essas representações foram apresentadas pelo PSOL, Rede, PT e PCdoB.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido até filiar ao PL para disputar a eleição de 2022, quando foi derrotado em sua tentativa de reeleição.