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Sindicato da PF na Bahia ganha ação movida contra Paulo Guedes

Ministro da Economia, Paulo Guedes - ADRIANO MACHADO
Ministro da Economia, Paulo Guedes Imagem: ADRIANO MACHADO

Colaboração para o UOL, em São Paulo

18/09/2020 15h31

O Sindicato dos Policiais Federais da Bahia (SINDIPOL-BA) obteve decisão judicial favorável no processo movido contra o ministro da Economia, Paulo Guedes. O SINDIPOL-BA havia ingressado em maio com uma ação de danos morais coletivo devido aos comentários realizados pela autoridade contra os servidores públicos.

Na decisão, a juíza federal da 4ª Vara, Cláudia da Costa Tourinho Scarpa, afirmou que o ministro de fato havia proferido insultos contra a categoria e determinou o pagamento de R$ 50 mil, "em virtude da violação aos direitos da personalidade dos integrantes da categoria profissional representada por este ente sindical, por meio dos seus pronunciamentos".

"Na situação em epígrafe, o ministro de Estado da Economia, no exercício do seu direito à liberdade de expressão, insultou os servidores públicos. Ele os comparou a 'parasitas', pediu que eles 'não assaltem o Brasil, quando o gigante está de joelhos' e afirmou que eles ficam em casa 'com geladeira cheia'", afirmou em decisão.

De acordo com o Sindicato, o dinheiro proveniente da indenização será doado ao Hospital Santo Antônio, que pertence às Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), e ao Hospital Aristides Maltez, que são organizações sem fins lucrativos de Salvador e que estão à frente no combate à pandemia do novo coronavírus. .

O advogado do SINDIPOL-BA, Dr. Marcel Santos Mutim, afirmou que, "antes mesmo da sentença, o Ministério Público Federal (MPF) já havia apresentado parecer no sentido de que as manifestações de Paulo Guedes possuíam conteúdo discriminatório generalizado, o que fez com que o MPF opinasse pela condenação, o que foi confirmada na sentença".

Já o presidente do SINDIPOL-BA, José Mário Lima, comemorou o resultado. "A justiça foi feita, ante à esse absurdo cometido de forma irresponsável pelo ministro", disse. "Qualquer cidadão independentemente da sua estatura de poder ou financeira, tem que ter a devida reprimenda quando está errado. A lei é para todos."

Ainda cabe recurso da sentença.