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Sob críticas, Kicis diz confiar que indicação para a CCJ será mantida

Se confirmada a indicação, Bia Kicis substituirá o deputado Felipe Francischini (PSL-PR) no comando da CCJ - Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Se confirmada a indicação, Bia Kicis substituirá o deputado Felipe Francischini (PSL-PR) no comando da CCJ Imagem: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Do UOL, em São Paulo

04/02/2021 17h20

Em meio a críticas e resistências de líderes de partidários, a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), apontada para presidir a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, disse acreditar que sua indicação será mantida.

"Confio que o acordo firmado vai ser respeitado porque confio que o presidente [da Câmara], Arthur Lira (PP-AL), é um homem de palavra. Todo mundo fala que ele é, é a marca registrada dele, então eu confio", disse a deputada em entrevista para o jornal Valor Econômico.

Se confirmada a indicação, Bia Kicis substituirá o deputado Felipe Francischini (PSL-PR) no comando da comissão permanente, tida como uma das mais importantes da Câmara por ser responsável por analisar os aspectos jurídicos dos projetos que tramitam pela Casa.

Considerada como uma pessoa de difícil diálogo por líderes partidários, Kicis é uma das mais fiéis defensoras do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e já chegou a endossar discursos negacionistas sobre a pandemia do novo coronavírus.

No lugar de Kicis, a deputada Margarete Coelho (PP-PI) é cotada como alternativa para presidir a CCJ. A parlamentar progressista também é aliada de Arthur Lira.

Ex-líder do governo no Congresso, Kicis é investigada no chamado inquérito das fake news no STF (Supremo Tribunal Federal), que apura a participação de pessoas e organizações na produção e disseminação em massa de notícias falsas contra ministros do Supremo.

Para o Valor, falando sobre o STF, Kicis disse que, após colocar em pauta a agenda econômica liberal do governo na CCJ, a prioridade seguinte será destravar a pauta conservadora e um projeto que torna crime de responsabilidade um ministro da Corte "usurpar" o poder do Legislativo.

"Esse projeto eu faço questão. Sou a favor de que o Parlamento tenha seu poder respeitado. Isso é errado? [...] Nunca ataquei o Supremo, mas não quero que o Supremo me ataque e usurpe a minha competência", disse.