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'Estava levando fama sem deitar na cama', diz Jean Wyllys na filiação ao PT

Jean Wyllys em ato de filiação ao PT - Reprodução/YouTube
Jean Wyllys em ato de filiação ao PT Imagem: Reprodução/YouTube

Do UOL, em São Paulo

24/05/2021 19h19Atualizada em 24/05/2021 20h53

O ex-deputado federal Jean Wyllys disse hoje que sua filiação ao PT veio após anos sendo considerado como petista, mesmo estando filiado ao PSOL, partido pelo qual se elegeu pela primeira vez à Câmara em 2010. Em um evento virtual organizado pela legenda, Jean também deixou claro que está mudando de partido para apoiar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2022.

Jean disse que foi considerado petista até por sua antiga legenda, o PSOL. No entanto, não especificou nomes.

"Passei anos sendo tratado como petista por pessoas do meu partido que desconhecem o que é cooperação e respeito", disse o ex-deputado, que decidiu não assumir o mandato após ser reeleito pela segunda vez, em 2018. Em janeiro de 2019, Jean deixou o país por considerar que sua vida estava em risco, após sofrer ameaças.

Uma vez que sou insultado como petralha pela extrema direita e seus meios de desinformação, uma vez que estava levando a fama sem deitar na cama, uma vez que paguei um alto preço por isso, mesmo não sendo até o dia de hoje petista de fato, uma vez que desejo me empenhar muito na campanha de Lula, sem constranger nenhuma das figuras públicas de meu partido PSOL, que respeito bastante e, principalmente, porque só quero saber do que pode dar certo.
Jean Wyllys, ex-deputado federal

Em sua justificativa por trocar de partido, ele ainda citou "as mais de 400 mil mortes por covid, assassinatos de lideranças indígenas e ambientalistas, de mulheres LGBTs, e a crise humanitária decorrente da fome e do desemprego".

"[Quero] ser petista com o mesmo orgulho com que sou gay", resumiu o ex-deputado.

No evento virtual, que ainda contou com a participação dos maiores nomes do PT, como os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef, além do candidato à presidência em 2018 Fernando Haddad e a presidente nacional da legenda, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), Jean classificou a sua filiação como uma "estratégia contra o fascismo", em referência ao governo Bolsonaro.

Trocar de partido é um direito democrático, principalmente quando se trata de trocar de partido para tomar partido. Essa filiação é, além um reencontro comigo mesmo, uma estratégia contra o fascismo.
Jean Wyllys, ex-deputado federal