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CPI da Covid: Aziz defende não chamar Caboclo e não reconvocar Pazuello

O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid, durante depoimento da comissão na semana passada - Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid, durante depoimento da comissão na semana passada Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

07/06/2021 10h59

O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid, disse que não vê motivos para ouvir o presidente afastado da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na comissão e nem para reconvocar o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que já foi ouvido pelos parlamentares.

"Bem, isso tem que perguntar o relator. Ele pouco ou quase nada pode contribuir para a questão da pandemia. Não vejo pertinência do presidente da CBF", disse Aziz em entrevista à CNN Brasil ao comentar o requerimento apresentado à comissão para a convocação de Rogério Caboclo para falar sobre a realização da Copa América no Brasil depois que a Argentina desistiu de sediar o evento devido à pandemia de covid-19.

O pedido de convocação de Caboclo, apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), será votado amanhã, antes do depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Caboclo foi afastado do comando da CBF após ser denunciado por assédio por uma funcionária do órgão.

Aziz também comentou sobre a necessidade de reconvocar o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, defendida por muitos senadores que questionam as informações apresentadas por ele em seu primeiro depoimento. Um dos principais questionadores das falas de Pazuello na comissão, Aziz agora defende não reconvocar o general.

"Não tem muita utilidade na CPI. O máximo que pode ter é uma acareação. Agora, perder um dia falando com ele, a gente não tem tempo para perder com uma pessoa que só 'sim, senhor, sim senhor'. Não existe 'não, senhor' para ele", afirmou.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria era independente ou de oposição), investigou ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Teve duração de seis meses. Seu relatório final foi enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.