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Temer não acredita em terceira via para eleições de 2022

O ex-presidente Michel Temer acredita que o MDB não terá candidatura própria, mas disse que ainda falta muito para as eleições - Amilcar Orfali/Getty Images
O ex-presidente Michel Temer acredita que o MDB não terá candidatura própria, mas disse que ainda falta muito para as eleições Imagem: Amilcar Orfali/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

13/09/2021 23h59

O ex-presidente Michel Temer (MDB) disse hoje que não acredita que um candidato da chamada terceira via vença as eleições presidenciais de 2022. Em entrevista ao programa CB.Poder, do jornal Correio Braziliense na TV Brasília, ele disse que acha difícil que os pré-candidatos se unam.

"Com toda a franqueza, estou achando complicada essa história. Não acho fácil que os principais cotados da terceira via, em um dado momento, abram mão da candidatura, priorizando só um candidato (...) você veja, que se houver muitos candidatos, ganha com isso aqueles que polarizaram", disse.

Atualmente, Ciro Gomes (PDT), Luís Henrique Mandetta (DEM), João Doria (PSDB) e Eduardo Leite (PSDB) são alguns dos principais nomes cogitados para ocupar essa posição de alternativa a Bolsonaro e Lula, os dois principais nomes nas pesquisas.

Outro nome que já foi cogitado foi o da senadora Simone Tebet, do partido de Temer, mas ele também não acredita que a candidatura seja consolidada: "Conheço o MDB há muito tempo, né? E sempre foi assim... Sempre quis lançar candidato e muitas vezes acaba não lançando. Hoje, tem uma bela pré-candidata, a Simone Tebet, mas não sei se o partido vai com essa posição até o final".

O ex-presidente, no entanto, ponderou que não é possível fazer uma análise concreta da eleição agora por faltar mais de um ano para o pleito.

Não há condições de fazer uma análise como essa há mais de um ano das eleições. O que acontecer pela frente vai determinar a conduta do MDB e demais partidos."
Michel Temer, ex-presidente da República

Michel Temer voltou aos holofotes na última semana por ter ajudado o presidente Jair Bolsonaro a redigir a "Carta à Nação", documento que foi considerado como um recuo do presidente nas tensões entre os Poderes.

Na ocasião, Temer também mediou uma ligação telefônica entre Bolsonaro e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que costuma ser um dos principais alvos de Bolsonaro em ataques ao Supremo.