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Milton Ribeiro foi preso por ter sido ministro de Bolsonaro, diz advogado

Herculano Barreto Filho

Do UOL, em São Paulo

23/06/2022 14h01Atualizada em 23/06/2022 14h51

O advogado Daniel Bialski chegou no começo da tarde de hoje à sede da Polícia Federal de São Paulo, na zona oeste da cidade, para garantir a liberação de Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação preso desde ontem na sede da entidade por suspeita de envolvimento em pagamento de propina e na atuação de lobistas no processo de liberação de verbas a municípios.

O TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) ordenou a soltura do ex-ministro e dos pastores Gilmar Santos e Arilson Moura, também presos na Operação Acesso Pago, atendendo ao pedido da defesa de Ribeiro. "O juiz decretou a prisão citando apenas que ele tinha sido ministro do governo Bolsonaro. É que, por isso, poderia influenciar a investigação. Mas ele não é mais ministro, não ocupa nenhum tipo de cargo", argumentou Bialski.

Com a decisão do TRF-1, o defensor estima que também não ocorrerá a audiência de custódia prevista para hoje à tarde.

"Nesta decisão, felizmente, a ilegalidade foi reconhecida e a prisão revogada. Não havia motivos para a decretação da prisão preventiva. A defesa aguarda o trâmite e a conclusão do inquérito, quando espera que será reconhecida a inocência do ex-ministro", complementou.

Bialski se referiu à prisão como um ato de "ativismo judicial com flagrante abuso de autoridade".

"Vou esperar o alvará de soltura para que ele [Ribeiro] possa ir para casa. Não tem nenhum fato novo que justifique a prisão. Ele está muito preocupado e assustado".