Análise: Justiça Eleitoral do RJ demorou para agir, diz Lucia Hippolito
Da Redação Em São Paulo
A Justiça Eleitoral deu prazo de 48 horas para que o senador Marcelo Crivella, do PRB, pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, preste esclarecimentos sobre sua participação no acordo firmado entre os ministérios da Defesa e das Cidades que garantiu a execução das obras do projeto "Cimento Social", no morro da Providência. Foi lá que homens do Exército, que faziam a segurança das obras, prenderam e entregaram três jovens para traficantes de um morro rival. Os jovens foram brutalmente assassinados.
Para Lucia Hippolito, colunista do UOL, a Justiça Eleitoral demorou para agir, já as obras começaram em dezembro do ano passado. "Ela [a Justiça Eleitoral] não toma iniciativas, ela tem que ser provocada. O presidente do TRE alega que a investigação já acontece há algum tempo, mas é muito triste que tivesse que acontecer esta tragédia para que as investigações do TER fossem aceleradas. Realmente , a Justiça Eleitoral demorou", disse.
Para a colunista é preciso investigar mais profundamente o caso, pois há muita coisa esquisita. "Não se trata de construir nenhuma casa, trata-se da reforma de fachadas e telhados, mas o preço da reforma de cada casa está praticamente saindo por uma casa nova", afirmou a colunista. "Para funcionar como um outdoor eleitoral das pretensões do senador, ele escolheu uma parte do morro que é mais visível e não a parte mais necessitada", completou.