Estudo mostra que vacina contra herpes-zóster em teste nos EUA é segura

Do The New York Times

Um estudo realizado com pessoas que receberam a vacina contra o herpes-zóster revelou que ela é segura e bem tolerada, e que a percentagem de efeitos colaterais é muito baixa.

Mais de 99% dos americanos com mais de 40 anos tiveram catapora e, por isso, correm o risco de ter herpes-zóster, inflamação aguda e dolorosa do nervo, que geralmente atinge pessoas mais velhas. Em um estudo, a vacina reduz em 55% a probabilidade de ocorrência em pessoas com mais de 60 anos.

ENTENDA A DOENÇA

O herpes-zóster (também chamado de cobreiro) é uma erupção cutânea dolorosa com bolhas causada pelo vírus varicela-zóster, o vírus que causa a catapora

Porém, embora a vacina seja aprovada pela Food and Drug Administration (órgão que fiscaliza alimentos e medicamentos nos Estados Unidos) para pessoas com mais de 50 anos, menos de 10 por cento delas foram vacinadas. Ocorreram interrupções no fornecimento da vacina, que custa US$ 160 e precisa ser armazena congelada.

Os pesquisadores estudaram os registros médicos de 193.083 pessoas com mais de 50 anos, e acompanharam essas pessoas durante 6 semanas após o recebimento da vacina. Eles descobriram que não houve aumento do risco de derrame, doenças cardíacas, ataque cardíaco, meningite ou encefalite.

Não ocorreu aumento do risco de contrair paralisia facial de Bell ou síndrome de Ramsay Hunt ou ainda, possíveis complicações da infecção pelo varicela-zóster, vírus causador do herpes-zóster e da catapora. O efeito colateral mais comum foi inchaço ou vermelhidão no local da injeção.

"Quando observamos os dados, não vemos nenhum risco de efeito colateral grave após a vacinação", afirmou Hung Fu Tseng, principal autor do estudo e pesquisador da Kaiser Permanente Califórnia do Sul. O estudo está publicado online no periódico Journal of Internal Medicine.



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