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Ministério divulga que 5,6% da população brasileira tem diagnóstico de diabetes

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, analisa os dados da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) que mostram que mais de 5% dos brasileiros sofrem em decorrência da diabetes - Elza Fiúza/ABr
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, analisa os dados da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) que mostram que mais de 5% dos brasileiros sofrem em decorrência da diabetes Imagem: Elza Fiúza/ABr

Do UOL

Em São Paulo

09/05/2012 12h42Atualizada em 09/05/2012 13h58

A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada nesta quarta-feira (9) pelo Ministério da Saúde, revelou que 5,6% da população adulta brasileira tem diagnóstico de diabetes. O número é menor que o do ano passado, quando a proporção foi de 6,3%.

A doença crônica não transmissível é responsável por 72% das mortes no Brasil. Sedentarismo, excesso de peso, alimentação inadequada e tabagismo são algumas das causas da doença.

Mais mulheres

Em homens, o percentual subiu de 4,4%, em 2006, para 5,2%, em 2011. Apesar do aumento, a prevalência de homens que informam  ter a doença continua sendo inferior a das mulheres (6%).

O levantamento, divulgado anualmente pelo Ministério, traz um diagnóstico da saúde do brasileiro a partir de questionamentos sobre os hábitos da população, como tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, alimentação e atividade física. A pesquisa coletou informações nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal e contou com mais de 54 mil pessoas, entrevistadas em 2011.

A pesquisa revelou que o diabetes é mais comum na população mais velha: 21,6% das pessoas com mais de 65 anos apresenta o diagnóstico. O índice na faixa de 55 a 64 anos é de 15,2% e diminui para 0,6% entre 18 e 24 anos.

O diabetes também está mais presente entre os que estudam menos. Segundo o levantamento, 7,5% dos que têm até oito anos de escolaridade dizem ter a doença, enquanto apenas 3,7% dos brasileiros com mais de 12 anos de estudo declaram ser diabéticos.

Capitais

A cidade de Fortaleza (CE) aparece como a capital com o maior percentual de diabéticos, com 7,3%, seguida por Vitória (ES), com 7,1%, e Porto Alegre (RS), com 6,3%. As capitais com os menores índices são Palmas (TO), com 2,7%, Goiânia (GO), com 4,1%, e Manaus (AM), com 4,2%.

O ministro da Saúde Alexandre Padilha ressaltou, ainda, que os números da doença no Brasil são menores se comparados com outros países, como Chile (6,3%), Argentina (9,6%) e Estados Unidos (8,7%).

O ministério também informou que o número de internações por diabetes no Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 10% entre 2008 e 2011, passando de 131.734 para 145.869. Entretanto, houve queda na comparação com 2010, quando as internações totalizaram 148.452.

Em 2009, foram notificadas 52.104 mortes pela doença em todo o país. No ano seguinte, as mortes aumentaram para 54.542. “O grande problema das doenças crônicas é que elas agregam sofrimento, incapacidades e custos cada vez maiores para o sistema público”, acrescentou Déborah.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrou que a oferta gratuita de medicamentos para combater o diabetes, iniciada no ano passado, ampliou em mais de 1 milhão o número de pessoas que utilizam o remédio.

(Com Agência Brasil)