Restrição às gorduras trans apresenta benefícios em Nova York

Nicholas Bakalar
The New York Times

A cidade de Nova York enfrentou desafios legais e seu prefeito passou certo ridículo, mas parece que a nova lei sobre o uso de ácidos graxos trans nas refeições de restaurantes vem obtendo os resultados desejados.

A lei, vigente desde 2008, restringe o uso de alimentos que contenham óleo vegetal parcialmente hidrogenado e 0,5 gramas ou mais de ácidos graxos trans por porção.

As autoridades de saúde da cidade registraram 7.000 compras de alimentos feitas em 168 fast-foods, selecionados aleatoriamente, em 2007 e novamente em 2009. A gordura trans presente em cada compra diminuiu em geral 2,4 gramas em um período de 2 anos, enquanto que a gordura saturada aumentou 0,55 gramas, com uma redução líquida de 1,9 gramas por compra. (Os pesquisadores não incluíram a ingestão de gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas). O estudo incluiu restaurantes de 13 cadeias, e os resultados foram os mesmos em áreas de alta e baixa renda.

A análise foi publicada no periódico Annals of Internal Medicine na semana retrasada e também descobriu que 59% das compras de 2009 não continham gorduras trans, em comparação com 32 por cento em 2007.

"Essas notícias são empolgantes", afirmou uma das autoras do estudo, Christine J. Curtis, diretora de estratégias de nutrição do Departamento de Saúde e Higiene Mental da cidade. "O importante nessas informações é que as pessoas podem entrar no restaurante e pedir o mesmo prato que sempre pediram, mas com menos gorduras trans. Os benefícios se ampliaram para todas as pessoas, de todos os bairros."



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