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Comitê de SP não crê em vacina rápida: 'Vamos ter que conviver com o vírus'

Movimentação em São Paulo em meio à pandemia do novo coronavírus - Fábio Vieira / Estadão Conteúdo
Movimentação em São Paulo em meio à pandemia do novo coronavírus Imagem: Fábio Vieira / Estadão Conteúdo

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

14/05/2020 13h32

O Comitê de Contingência no combate ao coronavírus de São Paulo não acredita no desenvolvimento rápido de uma vacina contra a covid-19. Em entrevista coletiva concedida hoje no Palácio dos Bandeirantes, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse ser provável que a população tenha que conviver com a circulação do vírus.

"Tudo o que sabíamos das epidemias anteriores foi desafiado pela covid-19. Se a imunidade contra o vírus é permanente ou não. Os primeiros indícios dizem que não. Isso significa que o vírus seguirá circulando. Neste momento, tem mais de 100 vacinas sendo testadas pelo mundo. Uma vacina, normalmente, demora de três a cinco anos. Como essa crise é importante e já tinha uma experiência anterior com outros coronavírus, esse tempo será abreviado. Eu, particularmente, não acredito em uma vacina antes do segundo semestre do ano que vem", disse.

Dimas Covas ainda acredita que o novo coronavírus pode causar novas ondas anualmente enquanto não houver uma proteção ampla. Já o coordenador de Controle de Doenças da Secretaria estadual de Saúde, Paulo Menezes, disse que a doença vai mudar a forma como o mundo funciona.

"Esse coronavírus está mudando o mundo, mudando a forma como o mundo funciona. Ele vai mudar de um jeito muito definitivo nosso estilo de vida. No dia em que tivermos uma vacina e pudermos vacinar em massa a população mundial, talvez podemos pensar em voltar ou evoluir para não nos preocuparmos com a transmissão. Neste momento, vamos ter que conviver com a circulação do vírus por muito tempo", afirmou.