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'Educadores deverão ser 2º grupo a ser vacinado', diz secretário de SP

Infectologista do Hospital Emílio Ribas, Jean Gorinchteyn é o secretário paulista de Saúde - MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDO
Infectologista do Hospital Emílio Ribas, Jean Gorinchteyn é o secretário paulista de Saúde Imagem: MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

05/10/2020 14h08

Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde de São Paulo, disse hoje que os profissionais da educação devem ser o segundo grupo prioritário para receber uma primeira dose da CoronaVac, vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Antes dos educadores, os profissionais da saúde serão os primeiros a receberem o imunizante.

"Primeiro são os profissionais de saúde porque estão dentro do ambiente onde a circulação do vírus é muito elevada. A partir de então, educadores deverão ser o segundo grupo a ser vacinado", afirmou Gorinchteyn durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

O secretário também disse que, após a vacinação dos profissionais da rede estadual, os educadores e demais profissões relacionadas ao ensino público também estarão na lista dos primeiros a serem vacinados contra o coronavírus.

"Até porque o número de funcionários do estado, são 250 mil funcionários, isso já faria com que estivéssemos protegendo esses profissionais [fora da rede estadual]. Claro que municipais também serão protegidos, assim como privados. E a seguir para portadores de doenças crônicas", explicou Gorinchteyn.

Em São Paulo, a previsão do governo é de começar a vacinação dos profissionais da saúde ainda em 15 de dezembro. No entanto, o sucesso do cronograma depende dos testes de fase 3 da CoronaVac, que avaliam a eficácia da vacina, e da posterior aprovação do registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Na semana passada, o Butantan anunciou que enviou os primeiros documentos à agência para o início da análise. O processo, conhecido como "submissão contínua", permite que a Anvisa avalie os resultados de testes conforme eles forem sendo realizados e promete agilizar a liberação não só da CoronaVac, mas de outras vacinas em testes no país.

Caso aprovada até dezembro, a CoronaVac tem 46 milhões de doses previstas para estarem disponíveis graças a um contrato assinado com o Sinovac na última semana. O laboratório chinês enviará seis milhões de doses prontas e mais 40 milhões serão produzidas em São Paulo pelo Butantan.