Topo

Esse conteúdo é antigo

Antes crítico da CoronaVac, Bolsonaro diz: 'Oxford ou Butantan, tanto faz'

10.mar.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fala à imprensa no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF) - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
10.mar.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fala à imprensa no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF) Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

11/03/2021 19h39

Antes crítico da CoronaVac, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje que para ele tanto faz sua mãe, Olinda Bunturi Bolsonaro, tomar a vacina de Oxford ou do Butantan, durante live semanal realizada nas redes sociais.

"Peço, por favor, que esqueçam minha mãe. A dona Elnice se vacinou com [a vacina de] Oxford, depois voltou o empregado lá, funcionário do estado, rasgou o cartão dela e deu uma do Butantan. Pra mim tanto faz. Passou pela Anvisa, a minha mãe toma. Agora, rasgou por quê? A minha irmã fotografou. Vai dizer que minha mãe tomou a vacina de São Paulo?", questionou o chefe do Executivo.

Bolsonaro refere-se ao episódio em que Dona Olinda teria recebido a primeira dose, em 18 de fevereiro, com a vacina da AstraZeneca, desenvolvida junto à Universidade de Oxford e produzida no Brasil pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O presidente, no entanto, alega que o cartão de vacinação foi rasgado por um funcionário e substituído por outro cartão com a indicação da CoronaVac.

No dia seguinte (19), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) — adversário político de Bolsonaro —, classificou a denúncia como "absurda". O número do comprovante do cartão que acabou vazando indica um lote compatível com a CoronaVac. Nesta semana, Dona Olinda recebeu a segunda dose da CoronaVac.

Apesar da fala, Bolsonaro já fez várias críticas ao imunizante. Em janeiro, por exemplo, o presidente comentou durante conversa com apoiadores a eficácia da CoronaVac, vacina de origem chinesa e que está sendo desenvolvida e fabricada pelo Instituto Butantan (SP) no combate à pandemia do coronavírus.

Em tom irônico, o governante perguntou a um seguidor: "Essa de 50% é uma boa?".

Além de levantar dúvidas sobre os estudos com a CoronaVac, Bolsonaro também tem acumulado atritos com os chineses desde o início do governo, em especial no que diz respeito a supostas divergências ideológicas.