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'Não há o que comemorar', diz ministro da Saúde em alerta para Semana Santa

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga disse que alta mortalidade dos pacientes intubado é um dos maiores problemas enfrentados - WALLACE MARTINS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga disse que alta mortalidade dos pacientes intubado é um dos maiores problemas enfrentados Imagem: WALLACE MARTINS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Júlia Schiaffarino

Colaboração para o UOL, de Brasília

31/03/2021 12h37Atualizada em 31/03/2021 15h21

A preocupação em garantir que a população evite aglomerações e durante o feriado da semana santa, foi reforçada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante audiência pública no Congresso. De acordo com ele, a alta mortalidade dos pacientes intubados, que hoje chega aos 80% é um dos maiores problemas enfrentados.

"Fiz um pronunciamento no qual conclamei a para evitar aglomerações e festas. Não há o que se comemorar. Vamos começar a adotar desde já essas medidas sanitárias que são tão importantes quanto as vacinas", falou.

Na audiência ao ministro disse, ainda, que uma das primeiras ações que adotou após assumir a pasta foi tornar obrigatório o uso de máscara de proteção facial no ministério da saúde.

De acordo com o ministro, o Brasil possui atualmente 562 milhões de doses contratadas, no entanto elas não estão todas disponíveis. "Os estoques são entregues ao longo de um cronograma".

Em linha semelhante ao que foi levantado por ele na coletiva após a primeira reunião do Comitê de Enfretamento à Covid-19, ocorrido pela manhã no Palácio, Queiroga citou a necessidade de melhorias na comunicação entre os estados e o ministério para checagem das doses já aplicadas. Pelas contas apresentadas, foram repassadas até o momento, via Ministério, 34 milhões de doses, mas a notificação é de que apenas 13 milhões de doses foram usadas.

Vale observar que as vacinas são aplicadas em duas doses e em uma orientação inicial foi repassado aos estados que fizessem a reserva da segunda aplicação, algo que foi revisto apenas no início deste mês.

A abertura de novos leitos e a ampliação do cronograma de vacinação para menores de 45 anos foi alvo de questionamentos ao ministro da Saúde, durante a audiência pública no Congresso. De acordo com o ministro, essas ações esbarram em falta de pessoal e de vacinas. Queiroga também afirmou que o Ministério da Saúde fará cumprir a determinação de ter o setor privado na promoção de vacinas, mas se disse pessoalmente contrário a esta ideia.

"O Congresso nacional votou legislação para que iniciativa privada possa vacinar também. Pessoalmente eu entendo que os SUS deve ser o condutor dessa política, mas em respeito ao que o Congresso decidiu e o presidente deve sancionar nós temos que acolher. Aumentar a capacidade de vacinação dos brasileiros é nosso compromisso", disse.

Durante a manhã o ministro esteve em uma reunião no Palácio quando foi tratado a ampliação da iniciativa privada no processo de compra e aplicação de vacinas. Participaram do encontro o presidente Jair Bolsonaro e os presidentes do senado, Rodrigo Pacheco, e da câmara, Arthur Lira.

Na ocasião Pacheco também comunicou ao presidente sobre o Projeto de Lei (n.1010/21) que trata da contratação de novos leitos com a participação da iniciativa privada mediante contrapartida do governo federal.

Encontro com Fauci e Champan

O chefe da Saúde também contou ter tido reuniões "produtivas" ontem com o embaixador norte-americano, Todd Chapman, e com o infectologista Anthony Fauci, referência nos EUA.

"Essas reuniões que podemos avançar muito nas relações internacionais que possam resultar em suprimentos de insumos seja vacinas seja outros insumos", destacou. Queiroga disse ainda que o Ministério acompanha a evolução de estoques de medicamentos da indústria farmacêutica e o suprimento de oxigênio.

"Estamos em tratativas com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e com o próprio governo americano para buscar esses produtos e rapidamente estabelecer estoques reguladores que tirem a gente dessa situação de ter que resolver as coisas a cada dia como tem sido feito. Essas tratativas estão adiantadas, o mesmo ocorre em relação ao oxigênio", afirmou.

*Com informações da Agência Estado