Topo

Esse conteúdo é antigo

Com 1.607 novos óbitos em 24 h, Brasil supera 375 mil mortos na pandemia

Segundo o consórcio de veículos de imprensa, a média móvel de mortes no Brasil ficou em 2.860 - VINCENT BOSSON/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Segundo o consórcio de veículos de imprensa, a média móvel de mortes no Brasil ficou em 2.860 Imagem: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Douglas Porto, Sara Baptista e Ricardo Espina

Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo

19/04/2021 20h02Atualizada em 19/04/2021 21h14

Com a confirmação de 1.607 novas mortes em decorrência da covid-19, o Brasil superou hoje o marco dos 375 mil óbitos em toda a pandemia. O número preciso atualizado é de 375.049 vidas perdidas desde março do ano passado.

Na última semana, morreram, em média, 2.860 pessoas por dia por conta da infecção pelo novo coronavírus. Já é o 89º dia em que a média móvel fica acima de mil. Há mais de um mês o índice tem se mantido acima de 2.000.

O número de novos diagnósticos registrados entre domingo e segunda foi de 35.885. O total de testes positivos para o coronavírus desde o início da pandemia, assim, chegou a 13.977.713.

Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de saúde. Eles não representam quando os óbitos e diagnósticos de fato ocorreram, mas, sim, quando passaram a constar das bases oficiais dos governos.

O Ministério da Saúde, por sua vez, divulgou nesta segunda-feira (19) que o Brasil reportou 1.347 novas mortes causadas pela covid-19 entre ontem e hoje. Desde o início da pandemia, a doença provocou 374.682 óbitos até o momento.

Nas últimas 24 horas, pelos números do ministério, houve 30.624 diagnósticos positivos para o novo coronavírus em todo o país, elevando o total de infectados para 13.973.695 desde março de 2020. Desse total, 12.460.712 pessoas se recuperaram da doença, com outras 1.138.301 em acompanhamento.

A pandemia nos estados

Apenas a região Norte apresenta alta na variação da média móvel, com 24%. Todas as outras quatro regiões do país apresentam números em estabilidade: Centro-Oeste (-11%), Nordeste (-6%), Sul (-14%) e Sudeste (14%). No geral, o Brasil apresenta um índice considerado estável, de 3%, na variação de 14 dias.

São catorze estados com estabilidade nos registros, enquanto sete apresentam alta e outros seis estão em queda.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: aceleração (28%)
  • Minas Gerais: aceleração (23%)
  • Rio de Janeiro: aceleração (23%)
  • São Paulo: estabilidade (7%)

Região Norte

  • Acre: aceleração (51%)
  • Amazonas: estabilidade (-10%)
  • Amapá: aceleração (39%)
  • Pará: aceleração (52%)
  • Rondônia: estabilidade (1%)
  • Roraima: aceleração (55%)
  • Tocantins: estabilidade (-10%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estabilidade (6%)
  • Bahia: estabilidade (2%)
  • Ceará: queda (-20%)
  • Maranhão: estabilidade (6%)
  • Paraíba: queda (-26%)
  • Pernambuco: estabilidade (14%)
  • Piauí: estabilidade (-9%)
  • Rio Grande do Norte: estabilidade (-8%)
  • Sergipe: estabilidade (13%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-17%)
  • Goiás: estabilidade (6%)
  • Mato Grosso: queda (-26%)
  • Mato Grosso do Sul: estabilidade (-10%)

Região Sul

  • Paraná: estabilidade (7%)
  • Rio Grande do Sul: queda (-23%)
  • Santa Catarina: queda (-29%)

O Brasil em números

Na primeira onda:

  • Maior número de mortes em 24 h: 1.554 (19/7)
  • Maior média móvel de óbitos: 1.097 (25/7)
  • Maior período com média acima de mil: 31 dias
  • Maior número de óbitos em uma semana: 7.679 (de 19/7 a 25/7)

Na segunda onda:

  • Maior número de mortes em 24 h: 4.211 (6/4)
  • Maior média móvel de óbitos: 3.125 (12/4)
  • Maior período com média acima de mil: 89 dias
  • Maior número de óbitos em uma semana: 21.172 (de 4/4 a 10/4)

As dez médias móveis mais altas foram registradas nas últimas três semanas e foram todas acima de 2.900. São elas:

  • 12 de abril - 3.125
  • 1 de abril - 3.119
  • 11 de abril - 3.109
  • 13 de abril - 3.051
  • 10 de abril - 3.025
  • 14 de abril - 3.012
  • 2 de abril - 3.006
  • 31 de março - 2.971
  • 15 de abril - 2.952
  • 9 de abril - 2.938

Os cinco dias com maior número de mortes em toda a pandemia também ocorreram nas últimas três semanas (os números não indicam quando os óbitos ocorreram de fato, mas, sim, quando passaram a contar dos balanços oficiais):

  • 6 de abril - 4.211
  • 8 de abril - 4.190
  • 31 de março - 3.950
  • 15 de abril - 3.774
  • 7 de abril - 3.733

Cinco estados reportaram mais de cem mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. Nestes locais, o total de vítimas soma 636:

  • São Paulo - 178
  • Goiás - 128
  • Pará - 119
  • Rio de Janeiro - 108
  • Espírito Santo - 103

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.