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26/06/2005 16h09

Cirurgia estética vaginal: uma nova moda entre as adeptas da plástica



Por Michel Comte OTTAWA, 26 jun (AFP) - Depois da lipoaspiração, das novas técnicas aplicadas no rosto e dos implantes de silicone, a nova moda entre as adeptas da plástica é a cirurgia estética vaginal.

Este tipo de intervenção virou moda em poucos anos, segundo a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, e desde então surgiu uma dúzia de clínicas no Canadá e nos Estados Unidos que oferecem estas cirurgias, atraindo milhares de clientes de todo o mundo.

Cirurgiões franceses, suecos, indonésios, australianos e dominicanos também começaram a trabalhar nesta área.

As operações mais comuns, segundo os médicos, consistem no estreitamento da vagina para aumentar o prazer sexual da mulher, na injeção de gordura nos grandes lábios e na reconstituição do hímen, sobretudo para mulheres que pretendem se casar virgens.

"Venho realizando o procedimento há quatro ou cinco anos, mas de repente o negócio incrementou", afirmou Roy Jackson, obstetra e ginecologista em Vancouver (oeste do Canadá), que está se especializando em cirurgias estéticas vaginais.

As primeiras pacientes a se submeter a estas cirurgias eram tratadas de incontinência urinária ou complicações derivadas do parto. Algumas voltavam aos consultórios afirmando que sua vida sexual tinha melhorado consideravelmente, revelou à AFP o doutor David Matlock, de Los Angeles.

Graças ao boca a boca e a alguma publicidade, de repente Matlock viu seu consultório lotado de mulheres pedindo para estreitar sua vagina, segundo contou. Outras chegavam com revistas pornográficas pedindo que seus genitais ficassem parecidos com os das mulheres nas fotos, acrescentou.

Matlock disse ter tratado de adolescentes a idosas, de donas-de-casa a advogadas.

"Não gostava de como a minha vagina era e de como me fazia sentir", afirmou uma estudante de 21 anos que operou os pequenos lábios há seis semanas. "A gente vê todas essas moças na Playboy e a minha não se parecia como aquelas", destacou.

Desde então a jovem disse se sentir "mais confiante" e "muito feliz". Um mês depois era a mãe dela quem ingressava na sala de cirurgias.

Apesar de tanto entusiasmo, Leroy Young, vice-presidente do comitê de tendências emergentes da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, advertiu que as cirurgias estéticas vaginais têm riscos.

"Matlock oferece (estas cirurgias) como em um McDonald no Laser Vaginal Rejuvenation Institute e as vende como forma de melhorar a vida sexual (das mulheres), ao invés de um procedimento ginecológico para solucionar problemas, embora não diga muito sobre os inconvenientes", destacou, acrescentando que o uso do termo "laser" é um engano. "O único que se faz é uma incisão", destacou.

Young advertiu sobre os problemas na convalescença devido a cicatrizações dolorosas, possíveis danos nos nervos que diminuiriam a sensibilidade e até mesmo constrições que poderiam impedir futuras cópulas. E, como em qualquer intervenção cirúrgica, poderiam ocorrer danos em outros órgãos e surgir complicações em função da anestesia.




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