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03/06/2005 17h34

Médicos europeus apóiam "imposto da gordura"

Por Pete Harrison

LONDRES (Reuters) - Pesquisa divulgada na sexta-feira mostra que 58 por cento dos médicos de família na Europa apóiam a criação de um "imposto da gordura" sobre alimentos insalubres, com o objetivo de combater a obesidade.

"Nada nunca funciona quando é só uma mensagem educativa", disse Andy Goldberg, fundador da entidade Medical Futures, que realizou a pesquisa encomendada pela União Européia de Clínicos Gerais.

"Alguém terá de considerar alguma lei, algo para tentar conter rapidamente esta epidemia que cresce dramaticamente", acrescentou ele.

A pesquisa surge no momento em que um novo estudo mostra que o custo das doenças provocadas pela obesidade é maior ou igual ao das enfermidades decorrentes da idade, do fumo e do alcoolismo.

"58 por cento dos clínicos gerais sentiram que uma das prioridades para cuidar dos problemas seria a introdução de um 'imposto da gordura' sobre alimentos insalubres", disse a Medical Futures, órgão criado e dirigido por médicos.

Mais de cem médicos que participam da conferência de clínicos gerais em Londres debatem na sexta-feira o possível "imposto da gordura" e métodos para tratar a obesidade.

"Infelizmente, na Grã-Bretanha é muito mais fácil levar seus filhos ao McDonald's e gastar cinco libras para alimentá-los do que ir ao supermercado Tesco e comprar um saco de batatas", disse Goldberg.

Ele sugeriu que os primeiros alvos do "imposto da gordura" sejam os alimentos fritos, o "fast food" e outros produtos de altas calorias que não levem a uma dieta saudável.

A pesquisa ouviu cada uma das associações médicas nacionais da Europa, além de cem clínicos gerais britânicos.

Outra reunião ocorrida na sexta-feira, o 14o. Congresso Europeu da Obesidade, em Atenas, revelou que em 2003 até 96,7 bilhões de dólares foram gastos com problemas relativos à obesidade nos Estados Unidos.

Essa pesquisa mostrou também que a obesidade representa 2 por cento dos gastos nacionais de saúde na França e na Austrália, mais de 3 por cento no Japão e em Portugal e 4 por cento na Holanda.





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