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Twitter.com
Quero ver o pássaro do Twitter piar em no máximo 140 caracteres
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O Editor do UOL Tabloide é antenado nas tendências modernas, sejam ela de tecnologia (Internet), moda (pantufas) ou comportamento (ironia).
E isso significa conhecer a opinião de figuras bacanas, como a entrevista do Nobel da Literatura José Saramago ao "O Globo" no domingo (26).
E, para surpresa deste quase humilde escriba, o autor de "Ensaio sobre a Cegueira" aproximou Twitter da comunicação por meio de "grunhidos".
Diz Saramago sobre o limite de 140 toques: ela reflete "a tendência para o monossílabo. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido."
O Editor do UOL Tabloide resolveu, então, ponderar micro-reflexões sobre o Twitter - e apresentá-las em parágrafos de até 140 toques, claro.
É impressão deste escriba ou há quem fique bem triste, ao final de um longo e árduo dia de labuta, simplesmente por não ter sido retwittado?
Ou seja: estaria o Twitter virando um tipo de "termômetro da vida social" do cidadão internauta, onde ele vê se os outros ainda gostam dele?
(E se for o caso: não era esse o papel do Orkut? Será que, no Orkut, já teria sido criada a nostálgica comunidade "Por onde anda o Orkut?"?)
Até já encontrei pessoas que não twittam, mas que são seguidas por um número de pessoas duas vezes maior do que elas seguem. Paradoxal, não?
Há quem quer escrever e quem quer só ler. E há quem não queira dizer nada, mas tem dezenas de followers a postos para quando mudar de ideia.
Mas isso não te dá certa impressão de que há quem está lá só para vigiar os outros? Para bisbilhotar o chefe, a amada, ex... Paranoia minha?
Como tudo na vida, o Twitter vai muito das escolhas que você faz. Você pode seguir perfis falsos pelo humor (ou por ingenuidade, vai saber)!
E você também pode acompanhar amigos e parentes que moram longe. E, com os que moram perto, você compartilha links, matérias, músicas etc...
Ou seja: tem lados bons e ruins. Até aí... Mas acho que consigo me comunicar com o limite de 140 toques, não?
E você internauta, o que acha?