
Não se fala em outra coisa. Para onde quer que se vá em Quito, as conversas giram sempre em torno do mesmo assunto: o Miss Universo. Para confirmar a tese de que o concurso de beleza é o tópico do momento nas ruas da capital equatoriana, o UOL Tablóide entrevistou notórios especialistas em papo-furado: um taxista, um balconista de bar, uma cabelereira e uma vendedora.
"Time de futebol e favorita para ganhar o Miss Universo, todo mundo tem o seu", afirma o garçom Omar Guzmán, 24, que trabalha em um bar na Metade do Mundo, um dos principais cartões postais da cidade. "Só evito ser mais enfático nas minhas opiniões porque aqui o cliente sempre tem razão".
O taxista Julio Padilla, 50, observa uma mudança de hábito de seus passageiros. "Antes conversávamos sobre política ou sobre o tempo. Agora, só falamos sobre o Miss Universo". A sua favorita? "Aquela gringa é mesmo uma beleza, vai ganhar. Uma pena que a miss Brasil não tenha muita chance", vaticina.
Abordada pela reportagem do UOL Tablóide quando levava uma acalorada discussão com sua cliente sobre as chances da representante do Equador, a cabelereira Alessandra Sanchez, 22, vê o concurso como uma oportunidade para ganhar mais dinheiro. "O concurso valoriza a beleza. Espero que as mulheres fiquem mais vaidosas de agora em diante e venham mais vezes ao meu salão".
O assunto tornou-se parte da estratégia de venda de Kati Suquillo, 18. Ela usa o concurso para elogiar as clientes e aumentar suas vendas. "Digo às clientes que elas ficam parecidas com as misses com as roupas que estão provando. Elas abrem um sorriso enorme e acabam levando alguma coisa", afirma.
Depois de tantas conversas sobre o mesmo assunto, o enviado especial do UOL Tablóide tomou uma decisão: depois do concurso, ficará pelo menos duas semanas sem falar de misses. Ou melhor, dez dias. Bem...uma semana e não se fala mais disso.