
Alexandre Moise, que se apresentou como secretário-geral da Federação Sionista da França e porta-voz do partido Likud (do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon) no país, foi condenado em Paris a dois meses de prisão e a pagar uma multa de 750 euros (cerca de US$ 900) por "denúncia falsa a uma autoridade jurídica que levou a investigações inúteis".
De acordo com o veredicto, o acusado apresentou uma denúncia argumentando ter recebido telefonemas anônimos nos quais era ameaçado e insultado como "judeu asqueroso, vamos te matar".
"As investigações realizadas com diferentes operadoras telefônicas permitiram estabelecer que na realidade, o autor das mensagens em questão era o próprio autor da denúncia", afirmou o tribunal.
Durante a audiência, o autor explicou que usou estes meios para "dar credibilidade às ameaças e riscos que sofre em seu trabalho", segundo as fontes.
O advogado Michel Zaoui, do conselho representativo de instituições judias na França (CRIF) mostrou-se "constrangido com o comportamento de Moise".
Fonte: AFP
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