Esta notícia foi passada ao Editor do UOL Tabloide por seu amigo Zé Cachacinha, com o seguinte recado: "não o conheci, mas ele fará falta!".
Angelo Cammarat, garçom de um bar de Pittsburgh, serviu sua primeira cerveja poucos minutos após a revogação da Lei Seca, em 1933. Em breve ele vai servir a última.
O empregado de 95 anos, que está no Guinness Book como o barman há mais tempo em atividade no mundo, só interrompeu sua carreira uma vez -para servir à Marinha norte-americana durante a Segunda Guerra Mundial.
Servir em um bar é uma escola. Você tem que saber o que está acontecendo, tem que estar afiado
Angelo Cammarat Quando a Lei Seca expirou, ele trabalhava na loja de sua família em Pittsburgh, vendendo garrafas de cerveja Fort Pitt a US$ 0,10 após a meia-noite. Ele tinha 19 anos, as leis contra a venda de bebida eram poucas, e os clientes ficavam bebendo cerveja na calçada.
"Tínhamos cerca de 20 homens do lado de fora esperando abrir", disse Cammarata.
A loja vendeu 12 caixas de cerveja nas primeiras duas horas.
Em breve Cammarata vai fazer seu último plantão no Cammarata's Cafe, embora não exista uma data exata para o acontecimento.
Seus filhos Frank e John, proprietários do bar, venderam o negócio e esperam o conselho de controle de venda de bebidas aprovar a transferência da licença de venda, uma das primeiras emitidas no Estado antes da anulação da Lei Seca.
Eu bebo em meu bar. É como estar em casa e beber um copo d' água. Mas não é todo dia
Angelo Cammarat Apesar da idade, Cammarata ainda faz turnos de três a quatro horas todos os dias.
"Servir em um bar é uma escola. Você tem que saber o que está acontecendo, tem que estar afiado", disse ele.
Católico praticante, marido de Marietta, de 71 anos, pai de quatro filhos e avô de 21 netos, o conselho de Cammarata é: conhece-te a ti mesmo.
"Você tem que cuidar de si mesmo e se respeitar. Sua imagem é importante. Eu amo a mim mesmo antes de mais nada. Se não for honesto comigo mesmo, não sou com os outros", diz ele.
Uma mudança que ele testemunhou é que as mulheres passaram a ser bem-vindas atrás do balcão. "Agora há mais mulheres atendendo nos bares do que homens", comentou.
Ele mesmo gosta de uma bebida de vez em quando.
"Eu bebo em meu bar. É como estar em casa e beber um copo d' água. Mas não é todo dia."
Fonte:
Reuters