Garoto arteiro de 13 anos corrige erro em mapa de museu famoso
Do UOL, em São Paulo
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Reprodução/Courant.com
Benjamin Coady, 13, mais observador que certos maridos, incapazes de notar cortes novos de cabelo
Você trabalha em um dos mais renomados museus do mundo. Um dia um garoto de 13 anos vem e diz: "ô, tem um erro aqui num mapa de vocês". Por acaso sua reação é um defensivo "ah, vai lá ver se eu tô na ala de arte bizantina"?
Se você disse "sim", sua conduta está errada. Um episódio assim aconteceu em Nova York (EUA), no Metropolitan Museum of Art, um colosso da arte mundial.
Benjamin Lerman Coady, 13, fã de arte e morador de West Hartford, Estado americano de Connecticut, visitou o lugar pela primeira vez no verão passado. Na mostra sobre o Império Bizantino, ele estranhou a ausência de partes da Espanha e da África na composição dos domínios bizâncios.
Se fosse em Roma, talvez isso acabasse com o funcionário do museu responsável pela mancada jogado aos leões. No caso do Metropolitan, o único sacrifício foi o do garoto, que para provar que estava certo teve de preencher um formulário relatando o problema. "A recepcionista não acreditou em mim", disse o garoto.
Para ele, a história acabaria aí, mas não. Em setembro, ele recebeu uma carta do museu prometendo averiguar a história. Em janeiro, a curadoria de Arte Bizantina lhe enviou um e-mail admitindo o erro e prometendo correções no mapa.
O que Benjamin aprendeu disso tudo? É melhor dito nas palavras dele. "Se você tem uma dúvida, sempre pergunte. Arrisque sempre."






