Alemães criam serviço telefônico com atendentes especializados em ouvir xingamentos

Do UOL, em São Paulo

  • Schimpf-los.de/Reprodução

    Figura 'estressada' no site da empresa alemã; dono diz que serviço ajuda a desopilar o fígado e evitar brigas com colegas de trabalho, amigos, familiares

    Figura 'estressada' no site da empresa alemã; dono diz que serviço ajuda a desopilar o fígado e evitar brigas com colegas de trabalho, amigos, familiares

Dois empreendedores alemães desenvolveram uma forma de as pessoas liberarem as frustrações do dia a dia sem criar problemas com outras pessoas: uma linha telefônica que tenha como atendente uma pessoa pronta para ouvir todo tipo de xingamento.

O serviço, conhecido como “Desabafe” (do alemão Schimpf-los, em tradução livre), conta com operadores de plantão sete dias por semana para atender pessoas zangadas e dispostas a usar linguagem de mau gosto para liberar a energia negativa.

“Não julgamos as pessoas que estão bravas”, diz Ralf Schulte, que criou o serviço junto com o colega Alexander Brandenburger. “Isso acontece. É natural. Com a gente você pode explodir livremente”, acrescentou.

Os criadores do serviço buscaram inspiração em suas próprias rotinas estressantes. Para Schulte, a empresa faz um favor às pessoas ao proporcionar uma forma de liberar toda irritação reprimida e ainda ajudar a evitar discussões no trabalho ou com a família.

“Se você está estressado no trabalho, vai para a casa e desconta em sua companheira, mesmo que ela não tenha culpa nenhuma”, diz o empresário.

E os atendentes não ficam apenas ouvindo. Eles também ajudam o cliente a liberar suas emoções. Quando a pessoa que faz a chamada não está muito inspirada para fazer os xingamentos, ou seja do tipo mais reservada, os operadores providenciam de imediato provocações como: “Esta é a terceira vez que eu ouço isso hoje – é tudo o que você consegue dizer?”

O serviço custa 1,49 euro (R$ 3,70) por minuto – quantia que o empresário considera completamente justa. “Para liberar tudo o que está preso no peito, é uma barganha”. (Com Reuters)

 

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