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22/07/2011 - 17h54

Goran Hadzic é colocado à disposição da justiça internacional

HAIA, 22 Jul 2011 (AFP) -O ex-chefe dos sérvios da Croácia durante a guerra dos Balcãs (1991-1995), Goran Hadzic, foi levado nesta sexta-feira de Belgrado para a Holanda, onde foi colocado à disposição do Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPIY).

Goran Hadzic, de 52 anos, último da lista de 44 pessoas procuradas pelo Tribunal, chegou a Rotterdã pouco depois das 14h30 (09h30 de Brasília), a bordo de um avião que tinha decolado da Sérvia por volta do meio-dia.

Em sua chegada ao aeroporto, Goran Hazdic foi deixado a cargo de representantes da Procuradoria, na presença do cônsul da Sérbia na Holanda, Marko Brkic.

Imediatamente depois, foi levado para o centro penitenciário do TPIY, segundo informou o tribunal em um comunicado.

"Hadzic, que foi detido pelas autoridades sévias no dia 20 de julho, chegou ao centro penitenciário das Nações Unidas na Haia", indicou o TPIY.

"A audiência inicial será com o juiz O-Gon Kwon na segunda-feira às 16h00 (11h00 de Brasília) na sala de audiências I", indicou John Hocking, funcionário do TPIY, em uma entrevista coletiva à imprensa.

Durante esta audiência, Hazdic poderá se declarar culpado ou não culpado. Se desejar, poderá ter um prazo de 30 dias antes que a pergunta seja feita novamente.

Se ele se declarar culpado de todas as acusações, não haverá processo e o tribunal pronunciará uma condenação.

"Vamos proporcionar a ele a melhor cobertura médica possível, assim como os meios para que prepare sua defesa", acrescentou o atuário.

Sua detenção e extradição para Haia ocorrem dois meses depois da detenção, também na Sérvia, de Ratko Mladic, ex-chefe militar dos sérvios da Bósnia e um dos principais acusados pelo TPIY pelas guerras dos anos 90 na ex-Iugoslávia.

Entre a detenção do fugitivo e sua extradição o intervalo foi de apenas três dias, dois a menos do que no caso de Mladic (em maio passado). Radovan Karadzic, o ex-chefe político dos sérvios da Bósnia, passou nove dias detido antes de ser extraditado, em julho de 2008.

O efêmero "presidente" da "República sérvia de Krajina" deverá responder a 14 acusações, entre elas as de crimes contra a Humanidade e crimes de guerra.

Goran Hadzic, que estava foragido há sete anos, foi preso na quarta-feira cerca de 100 km ao norte de Belgrado, capital da Sérvia.

Nesta sexta-feira de manhã, Hadzic havia sido autorizado a visitar sua mãe e sua filha grávida em Novi Sad, no norte da Sérvia, cidade onde morou antes de desaparecer em julho de 2004.

Antes de sua partida para Novi Sad, ele recebeu a visita de uma ex-companheira e da filha que tiveram juntos, indicou a imprensa sérvia. A esposa, a irmã e o filho já tinham visitado Hadzic na quinta-feira.

O nome de Goran Hadzic é ligado principalmente ao massacre do hospital de Vukovar (leste da Croácia), em novembro de 1991, durante o qual 264 civis croatas e outros não-sérvios que haviam se refugiado no local foram executados pelas forças sérvias depois de terem sido agredidos e torturados.

Com a transferência de Goran Hadzic para a Haia, a Sérvia considera ter cumprido suas obrigações com o TPIY, esperando poder receber em troca a concretização de suas ambições europeias.

O país pretende no final do ano obter o status de candidato à União e espera uma data para a abertura das negociações de adesão.

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