Os Estados Unidos destacaram nesta segunda-feira que a decisão de Israel de construir quase 300 novas residências na Cisjordânia ocupada é "profundamente preocupante" e contraria os esforços para a retomada das conversações de paz com os palestinos.
"Tomamos conhecimento da aprovação para (a construção) apartamentos na Cisjordânia. Consideramos isto profundamente preocupante", disse a porta-voz do departamento de Estado, Victoria Nuland, à imprensa.
O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, deu sinal verde à construção de 277 novas residências em Ariel, um assentamento judeu dentro da Cisjordânia ocupada.
O anúncio eleva a mais de 2.700 o número de novas residências autorizadas por Israel nas últimas duas semanas, o que gerou protestos da liderança palestina.
Nuland lembrou que esta não é a primeira vez que os Estados Unidos criticam os assentamentos israelenses nos territórios ocupados.
"Como disse na semana passada sobre outra atividade de construção, este tipo de acusação é contraproducente para a retomada de negociações diretas. Tratamos deste tema com o governo de Israel e continuaremos manifestando nossa posição" a este respeito.
"Como cada governo americano durante décadas, não aceitamos a legitimidade do prosseguimento dos assentamentos".