Combates recomeçam em Aleppo

Em Aleppo (Síria)

Os combates foram retomados neste domingo (29) em Aleppo, a segunda maior cidade da Síria, onde os rebeldes que lutam contra o regime de Bashar Assad permanecem entrincheirados em alguns bairros, em uma tentativa de resistir à ofensiva do Exército.

Pelo menos quatro pessoas morreram na Síria neste domingo (29), segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). No sábado (28), 168 pessoas faleceram: 94 civis, 33 rebeldes e 41 soldados.

"Os confrontos prosseguem neste domingo (29), sobretudo nos bairros de Bab al-Khadid, Zahraa e Arkuba", afirma um comunicado do OSDH, que também relata explosões e a presença de aviões das Forças Armadas na cidade, que fica 355 km ao norte de Damasco.

A crise na Síria em fotos
A crise na Síria em fotos

Os insurgentes conseguiram deter no sábado (28) os primeiros ataques do Exército no bairro de Salahedin, um reduto rebelde.

Os opositores tentaram tomar o controle de uma delegacia no bairro de Salhin, localizada em um cruzamento estratégico, que teria permitido unir Salahedin ao bairro de Sahur, também sob controle insurgente, para unir suas forças.



Os combates pararam por alguns momentos na tarde de sábado (28) após o ataque das tropas sírias contra os bairros rebeldes desta cidade de 2,5 milhões de habitantes e considerada vital para as duas partes no conflito. As tropas oficiais bombardearam e metralharam, com o uso de helicópteros, as áreas insurgentes.
 

A frente de Aleppo foi aberta em 20 de julho e o Exército iniciou a ofensiva depois de receber reforços.

Os confrontos prosseguem em outros pontos do país. Na cidade de Homs, perto do quartel-general da polícia, um rebelde morreu, segundo o OSDH.

Na localidade de Irbin, na região de Damasco, um civil foi morto a tiros. Dois civis faleceram em confrontos em Idleb (noroeste).

Segundo o OSDH, pelo menos 20.000 pessoas, incluindo 14.000 civis, morreram na Síria desde o início dos protestos contra o regime de Assad, em março de 2011.

No sábado, Abdel Baset Sayda, presidente do Conselho Nacional Sírio (CNS), a principal coalizão da oposição, pediu aos países "irmãos" e "amigos" que forneçam armas aos membros do Exército Sírio Livre (ESL), formado por desertores e civis.

 

 



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