Michael Schumacher permanece em estado crítico após queda

GRENOBLE, França, 30 dez 2013 (AFP) - O ex-piloto alemão Michael Schumacher, o maior campeão da história da Fórmula 1 com sete títulos, permanecia em "estado crítico" nesta segunda-feira, depois da queda que sofreu no domingo quando esquiava nos Alpes franceses, anunciou o hospital de Grenoble no qual está internado.

Ele é mantido em coma artificial para limitar os efeitos em seu cérebro das lesões cranianas "difusas e graves" provocadas por um violento choque, apesar do uso de capacete, segundo os médicos.

"Podemos falar de um risco de vida. Ele está em processo de reanimação e a sua condição é considerada muito grave", disse à imprensa o professor Jean-François Payen, chefe do Centro Hospitalar Universitário (CHU). Mas é "muito cedo" para "falar sobre o futuro" do campeão, acrescentou.

De férias na estação alpina de Meribel, o campeão mundial esquiava no domingo com seu filho de 14 anos em um setor não sinalizado no momento da queda. Sua cabeça bateu em uma pedra e sofreu vários ferimentos, apesar do capacete.

De acordo com os médicos, Schumacher foi "protegido em parte" por seu capacete no momento da queda, que aconteceu em uma velocidade elevada.

"Alguém que tivesse sofrido este tipo de choque sem capacete, com certeza, não teria chegado até aqui", revelou o professor Payen.

Após o acidente, o piloto alemão "tinha movimentos espontâneos nos quatro membros, mas não respondia a perguntas", segundo o neurocirurgião Stephan Chabardes.

Segundo ele, o estado de saúde do campeão, que bateu com o lado direito da cabeça numa pedra, "se deteriorou rapidamente" e ele entrou em coma, "com sinais de hipertensão intracraniana".

O piloto alemão foi submetido imediatamente a uma intervenção neurocirúrgica e imerso em um coma artificial, em hipotermia entre 34 e 37°C, "para reduzir os estímulos que possam consumir mais oxigênio de seu cérebro", explicou Jean-François Payen.

"Não está prevista uma segunda cirurgia", disse Stephan Chabardes.

Contactado pela AFP antes da divulgação do boletim médico, o presidente do fã clube de Schumacher em Kerpen, pequena cidade onde o campeão cresceu, Michael Viehmann disse estar "chocado".

"Nós o conhecemos muito bem. É um lutador. Estamos cruzando os dedos para que ele vença o combate", declarou.

Segundo um comunicado publicado no domingo pelo serviço de imprensa da estação alpina de Meribel, Schumacher sofreu "um traumatismo craniano grave", mas não corria risco.

Contudo, ao chegar no final da tarde no hospital de Grenoble, o médio Gérard Saillant alimentou as especulações sobre o estado de saúde real do piloto.

O professor, ex-chefe do serviço de ortopedia e traumatologia do hospital de Pitié-Salpêtrière em Paris, que dirige atualmente o Instituto do Cérebro e da Medula Espinhal (ICM), chegou rapidamente ao hospital em uma viatura da polícia.

O acidente teria ocorrido às 11h00 (8h00 de Brasília). Dois socorristas atenderam imediatamente o atleta e o ex-piloto foi retirado de helicóptero menos de 10 minutos após o acidente.

O alemão foi levado para o hospital de Moutiers, uma pequena cidade da região dos Alpes, de onde seguiu para o centro médico de Grenoble, segundo o diretor da estação alpina.

Uma hora depois, ele foi transferidos para Grenoble.

"Que Deus te proteja, meu irmão" No início da noite, vários seguidores de Schumacher foram ao hospital de Grenoble - muitos vestidos com gorros da escuderia Ferrari - para manifestar apoio ao piloto.

O ex-piloto francês Olivier Panis, que competiu com "Schumi" entre 1994 e 2004, presente no hospital, manifestou "preocupação" com o estado do "amigo".

Outro piloto, o brasileiro Felipe Massa, declarou que "rezava" por seu "irmão" e desejou "uma rápida recuperação".

"Estou rezando para Deus te proteger, irmão!! E que você tenha uma rápida recuperação Michael!!", postou o ex-piloto da Ferrari em sua conta no Twitter.

Sebastian Vettel, apelidado de 'Baby Schumi' e considerado o herdeiro do compatriota, afirmou que ficou "comovido" com as notícias sobre o estado de saúde de Schumacher, que sofreu um acidente em uma estação dos Alpes franceses.

Fernando Alonso, campeão mundial em 2005 e 2006, escreveu por sua vez no Twitter: "Melhoras rápidas Michael! Espero ouvir notícias positivas em breve".

"Toda a Ferrari está com Michael Schumacher", afirma um comunicado da escuderia italiana.

O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, "está em contato permanente com a família" do campeão alemão, segundo o comunicado da equipe.

Um inquérito foi aberto pela polícia sobre as circunstâncias do acidente sofrido pelo campeão alemão, segundo a administração da localidade de Meribel.

Michael Schumacher, que completará 45 anos em 3 de janeiro, é o maior campeão da Fórmula 1 com sete campeonatos mundiais entre 1994 e 2004 e 91 vitórias em Grandes Prêmios.

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