Presidente do Hopi Hari é indiciado

Campinas - A Polícia Civil indiciou nesta terça-feira por homicídio culposo (sem intenção) 11 pessoas, direta ou indiretamente envolvidas na morte da adolescente Gabriella Nichimura, de 14 anos. Em 24 de fevereiro, a jovem caiu do brinquedo La Tour Eiffel, após usar um assento que deveria estar inativo e travado. Entre os indiciados estão o presidente e o vice-presidente do Parque Hopi Hari, em Vinhedo (SP), que podem ser condenados a até 3 anos de prisão.

O delegado Álvaro Santucci Noventa Júnior concluiu que "uma série de erros e negligências" praticados por funcionários e pela diretoria do parque provocaram a tragédia. "Todos são responsáveis", afirmou, ao encaminhar o caso para a Justiça e o Ministério Público Estadual para oferecimento de denúncia.

Nas palavras do delegado, os funcionários do parque foram "negligentes, relapsos, displicentes e imprudentes" na manutenção do equipamento e cometeram uma série de erros que resultaram na morte de Gabriella. A família da jovem, no Japão, agradeceu o trabalho. "O indiciamento dessas pessoas não vai fazer com que esqueçamos o pesadelo que estamos vivendo, mas a Justiça vai mostrar que os responsáveis não ficarão impunes e suas consciências carregarão a responsabilidade pela morte de nossa filha", informa a nota.

O delegado de Vinhedo afirmou nesta terça-feira durante entrevista que "o peso maior" recai sobre os funcionários que estavam diretamente envolvidos na operação do brinquedo La Tour Eiffel. Vitor Igor Spinocci de Oliveira, Marcos Tomaz Leal, Edson da Silva e Lucas Martins Figueiredo. Segundo o delegado, a perícia comprovou que um dia antes do acidente o pino que segurava a trava do banco onde estava a jovem foi retirado.

Outros funcionários que estavam no dia da tragédia também foram citados: Juliano Ambrósio, Rodolfo de Aguiar Santos, Adriano César Augusto e Luiz Carlos Pereira de Souza. Já o presidente do Hopi Hari, Armando Pereira Filho, o vice-presidente, Cláudio Luiz Pinheiro Guimarães, e o gerente-geral de manutenção e projetos, Stefan Fridolin Banholzer, foram indiciados por homicídio culposo porque não zelaram pela segurança devida no uso do equipamento. Em nota, o parque ressaltou que o indiciamento "é um ato provisório da autoridade policial que não significa condenação". Segundo o advogado Alberto Zacharias Toron, o indiciamento dos diretores e do gerente-geral é "absurdo". Outros acusados não foram encontrados.

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