Empresas privadas poderão administrar terminais de ônibus em São Paulo

Em São Paulo

  • Nelson Antoine/Estadão Conteúdo

    Passageiros lotaram o terminal de ônibus Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, em 22 de janeiro. Os moradores da zona oeste enfrentaram problemas devido à greve de motoristas e cobradores da viação Transpass, que pedem reajuste salarial

    Passageiros lotaram o terminal de ônibus Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, em 22 de janeiro. Os moradores da zona oeste enfrentaram problemas devido à greve de motoristas e cobradores da viação Transpass, que pedem reajuste salarial

A Secretaria Municipal dos Transportes de São Paulo finaliza um projeto de lei que autoriza a concessão dos 32 terminais de ônibus da prefeitura à iniciativa privada. Os primeiros que devem ser licitados são os do Parque Dom Pedro e das Bandeiras, no centro, e do Grajaú e do Campo Limpo, na zona sul. Em contrapartida, os futuros concessionários vão ter de reformar e ampliar a infraestrutura e a segurança desses pontos.

A legislação para tentar remodelar os terminais paulistanos deve ser a PPP (Primeira Parceria Público-Privada) da gestão do Fernando Haddad (PT). A ideia trabalhada pelo secretário de Transportes, Jilmar Tatto, em conjunto com técnicos da Secretaria Municipal de Governo, é que os primeiros quatro terminais tenham características semelhantes às das Estações Tatuapé e Itaquera do Metrô, na zona leste, e Santa Cruz, na zona sul.

Anexos às paradas metroviárias, foram erguidos shoppings centers nas últimas décadas. Na Estação Tucuruvi, na zona norte, outro centro comercial também já está em fase de obras.

A SPTrans (São Paulo Transporte) diz deter 28 terminais atualmente --outra estrutura, a de São Mateus, na zona leste, é gerenciada em parceria com a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), do governo do Estado.

Novos terminais também devem ser beneficiados. Um deles poderá ser o de Pinheiros, na zona oeste, inaugurado em dezembro, mas que segue fechado para operações. Existem outros cujas obras nem sequer começaram, como o de Vila Sônia, na zona oeste, que está atrasado segundo o cronograma oficial. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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