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Empresário do funk é morto a tiros na zona leste de SP

Vítima era proprietário de uma casa de show especializada em funk  - Edu Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo
Vítima era proprietário de uma casa de show especializada em funk Imagem: Edu Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo

Em São Paulo

06/02/2015 10h04

Um empresário foi morto a tiros em um posto de gasolina na noite de quinta-feira (5), na zona leste de São Paulo. Alexandre Dias Gomes, 38, era proprietário de uma casa de show especializada em funk e também alugava uma van para músicos, entre eles MC Gui, uma das referências do funk ostentação. A Polícia Civil suspeita que trata-se de um crime premeditado, e não um latrocínio (roubo seguido de morte).

O crime aconteceu por volta das 22h30, pouco depois de Dias parar o carro em um posto na avenida Sapopemba, na região de São Mateus, para trocar um pneu furado. Aos policiais, o sobrinho dele, que o acompanhava, afirmou que foi retirar o estepe da mala quando ouviu barulho de tiros.

Logo depois, viu o tio caído no chão e um suspeito fugir correndo. A versão foi confirmada por uma amiga dos dois, que também estava no veículo, diz a Polícia Civil.

O empresário foi atingido por três disparos. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço Médico de Urgência (Samu) para o Hospital Estadual de Sapopemba, também na zona leste, mas não resistiu aos ferimentos. Policiais militares fizeram rondas na região, sem, no entanto, conseguir encontrar o suspeito, que continua foragido.

Policiais suspeitam que Dias tenha sido um crime premeditado, e não um latrocínio (roubo seguido de morte), por dois motivos: nenhum objeto foi roubado e o posto de gasolina fica a poucos metros da academia onde o empresário fazia exercício momentos antes do crime.

"Alguém pode ter furado propositalmente o pneu e, sabendo que ele ia parar, esperado no posto para matá-lo", afirmou o delegado Vitor Franchini Luna, plantonista do 49º Distrito Policial (São Mateus), que registrou a ocorrência.

De acordo com Luna, os funcionários do posto de gasolina não conseguiram reconhecer o criminoso. "Assim que escutaram os tiros, todos correram para se esconder", conta.

As investigações, que vão ser encaminhadas ao 55º Distrito Policial (Parque São Rafael), responsável pela área, também não vão poder contar com auxílio de imagens. As câmeras instaladas no posto estão sem funcionar desde a semana passada, quando um carro bateu em um poste e provocou uma queda de energia.