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Mato Grosso e Acre se comprometem a zerar desmatamento em 2020

William Milliken-RBG Kew, Bruce Hoffman, Marcelo F. Simon, Terry Henkel, Hans ter Steege e Emilio Vilanova/Divulgação
Imagem: William Milliken-RBG Kew, Bruce Hoffman, Marcelo F. Simon, Terry Henkel, Hans ter Steege e Emilio Vilanova/Divulgação

08/12/2015 10h39

Os governos de Mato Grosso e do Acre assinaram na segunda-feira (7), em evento paralelo à 21ª Conferência do Clima (COP), um compromisso com o Ministério do Meio Ambiente de zerar o desmatamento ilegal da Amazônia até 2020. É uma antecipação de 10 anos em relação à meta que o governo federal fez para o bioma.

A nova meta chama a atenção particularmente pelo desempenho de Mato Grosso no último ano. O Estado foi um dos únicos três da Amazônia a registrar alta na taxa de desmatamento e, entre eles, foi o que perdeu a maior área de floresta. De acordo com dados do Prodes - a taxa oficial de desmatamento apresentada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) -, Mato Grosso perdeu, entre agosto de 2014 e julho de 2015, 1.508 km quadrados, um aumento de 40% em relação aos 1.075 km quadrados registrados no ano anterior.

No evento, o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), afirmou que 92% do que foi desmatado nesse período foi ilegal. Ou seja, esse é o tamanho do desafio pelos próximos cinco anos: impedir que uma área de cerca de 1.380 km quadrados por ano seja perdida.

Para conseguir isso, o governador disse que pretende intensificar as ações de fiscalização e também adotar políticas de incentivo para que o proprietário de terra não desmate mais. Nos cálculos do governo, se essas ações forem bem sucedidas, até 2030 Mato Grosso contribuirá com o combate às mudanças climáticas ao evitar a emissão de 6 gigatoneladas de gás carbônico. Ele diz que espera também aumentar a produtividade da pecuária de 50 para 95 quilos por hectare a cada ano, além de aumentar a produtividade da soja. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)