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Presidente do PT-SP chama Temer de "golpista" em ato na capital

Manifestantes se reúnem na frente da Catedral da Sé, em São Paulo, para ato em defesa do governo - NEWTON MENEZES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Manifestantes se reúnem na frente da Catedral da Sé, em São Paulo, para ato em defesa do governo Imagem: NEWTON MENEZES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Em São Paulo

31/03/2016 20h34

 Escalado para falar em nome do PT no ato pró-governo desta quinta-feira (31) na Praça da Sé, o presidente do diretório estadual do partido em São Paulo, Emídio de Souza, chamou o vice-presidente Michel Temer de golpista. "Temer poderia passar para a história do Brasil como constitucionalista, mas junto com o (Eduardo) Cunha vai passar para a história como golpista", disse o dirigente petista.

Depois de chamar Cunha de "ladrão do erário público", Emídio usou as acusações contra o presidente da Câmara para desqualificar o processo de impeachment contra Dilma. "Eles falam muito em ética, mas se gostassem de ética não botavam um ladrão como Eduardo Cunha para cuidar do processo de impeachment", afirmou.

Pouco depois, em entrevista coletiva, Emídio ironizou o desembarque do PMDB do governo. "O Brasil está vivendo o terceiro dia sem o PMDB no governo desde a Nova República", disse ele.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, adotou um tom mais brando, mas também não poupou Temer. "Eu lamento que o vice eleito na nossa chapa, com o nosso programa, participe agora de um impeachment sem base legal. Isso tem nome. É golpe", disse Falcão.

Segundo ele, os ministros peemedebistas que se recusam a seguir a decisão da direção partidária de desembarcar do governo "não coadunam com aquele ato que alguns chamaram de farsa".

Alguns oradores radicalizaram no discurso contra o PMDB. Luiz Gonçalves, o Luizinho, da Nova Central, disse que "o único golpe que Cunha merece é no fígado. Golpe de caratê, porrada naquele vagabundo".