Topo

Picciani critica negociação e diz a aliados que Temer parece continuação de Dilma

Leonardo Picciani (PMDB-RJ), líder da bancada do PMDB na Câmara - Renato Costa - 24.fev.2016/Folhapress
Leonardo Picciani (PMDB-RJ), líder da bancada do PMDB na Câmara Imagem: Renato Costa - 24.fev.2016/Folhapress

Em Brasília

10/05/2016 12h55

O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (RJ), reagiu nesta terça-feira à possibilidade de o vice-presidente Michel Temer dar o Ministério do Esporte para o PRB. Até a semana passada, a negociação era para que a pasta fosse destinada ao PMDB do Rio de Janeiro, que indicaria Picciani para o cargo.

Segundo apurou o Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, Picciani chegou a dizer a deputados aliados nesta terça-feira (10) que, com a indicação do PRB para o Esporte e do presidente do PSD, Gilberto Kassab, para Comunicações, o futuro governo Temer parece a "continuação" do governo Dilma Rousseff. Kassab foi ministro da Cidades e o PRB comandou o Esporte no governo da petista.

Picciani, que até a votação do impeachment foi um dos principais defensores de Dilma na Câmara, disse a aliados que, no governo da petista, o PMDB "estava mais bem posicionado". A sigla chegou a ter sete ministérios na administração de Dilma, dos quais dois eram indicados pela bancada da Casa: Saúde e Ciência e Tecnologia.

Michel Temer ofereceu o Esportes ao PRB depois que decidiu fundir o Ministério da Ciência e Tecnologia, pasta até então destinada ao partido, com as Comunicações. A fusão faz parte da estratégia do peemedebista de reduzir o número de ministérios de seu futuro governo. O presidente do PSD deve ser indicado para a nova pasta.

Até agora, o único ministério fechado para a bancada do PMDB na Câmara é o do Desenvolvimento Social (MDS), para o qual Temer deve indicar o deputado Osmar Terra (RS). O partido deverá fazer outras indicações, como o senador Romero Jucá (RR) para o Planejamento, Moreira Franco para Infraestrutura e Eliseu Padilha para Casa Civil.

Procurado, Picciani não quis comentar o assunto.