Ao menos 5 milhões de votos foram comprados em eleições no México, diz Obrador

Na Cidade do México

O ex-candidato de esquerda à Presidência do México, Andrés López Obrador, que ficou em segundo lugar nas eleições realizadas no domingo (1º), afirmou nesta segunda (9) que ao menos cinco milhões de votos foram comprados durante o processo eleitoral e que, por isso, não aceitará o resultado das urnas.

Em uma coletiva de imprensa, Obrador, da coalizão Movimento Progressista, disse que "a eleição não foi limpa" e acusou o Instituto Federal Eleitoral (IFE), máxima autoridade eleitoral do país, de não ter feito seu trabalho.

O ex-candidato sublinhou que tem "provas que sustentam" suas acusações e declarou que na próxima quinta-feira fixará sua postura definitiva sobre o tipo de recurso que empregará no tribunal eleitoral para combater os resultados.

"Há dois caminhos: a anulação ou a invalidação da eleição. Tudo isto estamos avaliando, não queremos nos precipitar, está em jogo o destino do país, a democracia", indicou.

Obrador afirmou também que tem "o compromisso com os mexicanos de lutar pela transparência da eleição", acrescentando que tem um grande número de aliados, incluindo profissionais e investigadores que estão reunindo evidências para apoiar suas acusações.

O atual presidente Felipe Calderón considerou "inaceitável" a compra de votos no processo eleitoral e pediu que a "autoridade eleitoral corrija isso de imediato" e puna esta prática. Ele, no entanto, disse não saber se esta questão "será suficiente para desqualificar uma eleição", embora destacou que o tema "deve ser resolvido".

Segundo as contagens oficiais, Obrador foi derrotado pelo candidato do Partido Revolucionário Institucional (PRI, de centro), que o superou com mais de três milhões de votos (6,62%).



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