Morte de Chávez deixará "vácuo" difícil de preencher, diz especialista

Em Caracas

Em entrevista à ANSA, o analista político Andrés Cañizales, pesquisador da Universidade de Andrés Bello, disse que na Venezuela surgiu um "vácuo" difícil de preencher com a morte de seu presidente Hugo Chávez.

Relembre a trajetória de Chávez

  • Arte UOL

"Em termos práticos [a morte de Chávez] muda pouco. O presidente esteve completamente ausente nos últimos três meses e em uma situação particular, com muitas viagens a Cuba, desde que se detectou o câncer pela primeira vez, há dois anos", explicou Cañizales, falando sobre uma transição do governo.

Cañizale disse que "a Venezuela tem experimentado uma transição com o vice-presidente Maduro na liderança, com uma estratégia clara para posicionar-se como o herdeiro de Chávez". "No meu ponto de vista, isso será uma grande arma eleitoral para as eleições que acontecerão em breve", completou o especialista.

O pesquisador afirma que "em termos simbólicos, possivelmente aconteça uma mudança mais profunda, já que efetivamente haverá um vazio da figura mais midiática da política latino-americana contemporânea".

Para Cañizales, o futuro do "chavismo" sem seu líder e caudilho, não enfrentará problemas no curto prazo nas eleições. Porém a médio e longo prazo, os problemas começaram a aparecer.

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