Relatório da ONU confirma uso de gás Sarin na Síria

NOVA YORK, 16 SET (ANSA) - Existem claras evidências do uso do gás tóxico Sarin na Síria, como apontaram denúncias de rebeldes no último dia 21, informou um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado hoje, dia 16.   

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o ataque constituiu um "crime de guerra" e precisou que 85% do material recolhido comprova o uso do gás.   

O estudo, feito por especialistas a pedido da ONU, aponta que foram usados mais de 350 litros de Sarin no ataque e que armas químicas foram usadas em escala "relativamente grande" contra os civis, "incluindo crianças". Além disso, foram encontradas evidências de trajetórias de mísseis terrestres, como informou o canal norte-americano CNN.   

Alguns dos armamentos encontrados na periferia de Damasco continham rótulos com alfabeto cirílico, usado na Rússia, país aliado de Damasco.   

O Conselho de Segurança (CS) da ONU iniciou um encontro a portas fechadas para debater os resultados do relatório.   

O presidente francês, François Hollande, o secretário de Estados dos Estados Unidos, John Kerry, e o chanceler britânico, William Hague, pediram a "essencial" aprovação de uma "resolução forte" na ONU sobre a Síria.   

Os governos de Paris, Washington e Londres, acreditam que o relatório é "sem dúvida, uma oportunidade favorável" para avançar na solução do conflito na Síria.   

No último sábado, os Estados Unidos e a Rússia anunciaram que haviam chegado a um acordo sobre as armas químicas sírias. Para evitar um ataque militar externo, a Síria terá sete dias para fornecer informações sobre o seu arsenal. Além disso, as armas devem ser destruídas antes de 2014. No entanto, caso o regime de Bashar al-Assad não colabore, uma intervenção militar no país não é descartada pelos Estados Unidos. (ANSA)
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