Referendo na Suíça que restringe imigração preocupa UE

ROMA E BERLIM, 10 FEV (ANSA) - A medida de restrição à entrada de imigrantes aprovada ontem (9) em referendo na Suíça já começou a despertar preocupações na União Europeia (UE). Nesta segunda-feira, países como Alemanha, Itália e França criticaram a decisão. "O governo alemão respeita o referendo, mas, do nosso ponto de vista, o resultado cria problemas notáveis", disse o porta-voz da chanceler Angela Merkel, Steffen Seibert. Por sua vez, a ministra das Relações Exteriores da Itália, Emma Bonino, comentou que o "impacto do referendo sobre a liberdade de circulação está sendo avaliado pelas autoridades italianas, inclusive em termos quantitativos, mas é muito preocupante tanto para os cidadãos italianos quanto para as relações e acordos com a UE". Em votação realizada no domingo, os suíços aprovaram com 50,3% o referendo "contra a imigração de massa". Com isso, o país se tornou o primeiro europeu a colocar barreiras a imigrantes do bloco.   

Ainda ontem, a Comissão Europeia lamentou a vitória do "sim", em um comunicado oficial que dizia que o resultado "vai contra o princípio de liberdade de movimento entre UE e Suíça". "A UE examinará as implicações da iniciativa nas relações bilaterais", completou a nota. Hoje, um porta-voz da Comissão Europeia disse também que as primeiras consequências do resultado do referendo serão vistas na quarta-feira, dia marcado para a assinatura de um acordo institucional entre Suíça e UE.   

Apesar de não fazer parte da União Europeia, a Suíça aderiu aos tratados de livre circulação de pessoas na UE sob a condição de que o comércio estaria incluído. (ANSA)
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