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Vacina anti-covid não será obrigatória na Itália, diz premiê

Primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, com máscara de proteção contra o novo coronavírus - Mondadori Portfolio via Getty Images
Primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, com máscara de proteção contra o novo coronavírus Imagem: Mondadori Portfolio via Getty Images

Da Ansa, em Ceglie Messapica

10/08/2020 07h30

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, disse na noite de ontem que a futura vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2 não será obrigatória.

O premiê foi questionado sobre o assunto durante um evento organizado pelo site Affari Italiani em Ceglie Messapica, no sul do país. "Não acredito que [a vacina] deva ser obrigatória, mas certamente será colocada à disposição da população", afirmou

Conte ainda disse que espera ter uma vacina disponível até o fim do ano, embora as previsões da comunidade científica sejam apenas para 2021, o que já seria um feito inédito.

A questão da obrigatoriedade na vacinação é um tema polêmico na Itália, um dos países mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus no mundo, com cerca de 250 mil casos e pouco mais de 35 mil mortes.

Em 2017, o governo do então primeiro-ministro Paolo Gentiloni, de centro-esquerda, aprovou uma lei que tornou obrigatória a vacinação de crianças em idade escolar, mas o projeto enfrentou bastante resistência, inclusive do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), partido que indicou Conte ao cargo de premiê.