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Biden dobra meta e quer aplicar 200 milhões de doses de vacina contra covid até abril

Presidente eleito Joe Biden recebe segunda dose da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech na cidade de Wilmington, no estado de Delaware - Reprodução
Presidente eleito Joe Biden recebe segunda dose da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech na cidade de Wilmington, no estado de Delaware Imagem: Reprodução

25/03/2021 16h41

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (25) uma nova meta de vacinação contra o coronavírus Sars-CoV-2 até a data em que completará 100 dias de mandato, ou seja, até 30 de abril.

Durante coletiva de imprensa na Casa Branca, o democrata afirmou que pretende aplicar 200 milhões de doses, incluindo as mais de 100 milhões de imunizantes administrados até agora.

"Eu sei que é uma meta ambiciosa, o dobro do original, mas nenhum outro país chegou nem perto disso", disse.

Inicialmente, Biden tinha meta de utilizar 100 milhões de doses de vacina anti-Covid nos Estados Unidos, mas o ritmo da campanha se acelerou, e o objetivo foi atingido no último dia 19 de março, com 59 dias.

Na ocasião, o mandatário prometeu duplicar a quantidade de locais de vacinação em massa, enviou mais de quatro mil soldados para auxiliar na imunização e comprou milhões de doses extras.

Atualmente, entre dois e três milhões de doses da vacina anti-Covid são administradas diariamente nos EUA. O governo, inclusive, fechou um acordo com a Johnson & Johnson para a compra de mais 200 milhões de ampolas, aplicadas em dose única.

Já com a Pfizer e Moderna, o acordo é de 600 milhões de doses.

Logo após assumir à Presidência, Biden conseguiu também aprovar um pacote de ajuda financeira de US$1,9 trilhão.

Durante sua entrevista, o presidente americano afirmou que há sinais de esperança vindos da economia. "Muito especialistas revisaram para cima as estimativas de crescimento para este ano, indicando um crescimento de mais de 6. Ainda há muitos americanos sem trabalho e ainda há muito trabalho a ser feito", ressaltou. "Fui eleito para resolver problemas".

Na sequência, o democrata criticou o ex-presidente Donald Trump sobre a imigração no país, ao falar da emergência na fronteira com o México. Biden explicou que não vai virar as costas para as crianças desacompanhadas na região e não vai deixá-las passar fome. "Nenhum outro governo faria isso, exceto Trump".

Afeganistão e Coreia do Norte - Biden ainda disse que não tem a intenção de manter as tropas por "muito tempo" no Afeganistão, mas admitiu que será "difícil" cumprir com o prazo de retirá-las até 1º de maio "Vai ser difícil cumprir com o prazo de 1º de maio por razões táticas. É difícil retirar essas tropas", afirmou ele, explicando que a saída deve ser feita de forma "segura e ordenada". "Nós vamos embora, a questão é 'quando'".

Já em relação à Coreia do Norte, o democrata fez um alerta ao líder norte-coreano, Kim Jong-un, e ressaltou que haverá respostas caso os testes balísticos continuem sendo realizados.

A declaração foi dada um dia depois dos norte-coreanos dispararem dois mísseis em direção ao mar e o movimento ser detectado pelo serviço de inteligência.

"Estamos consultando nossos aliados e parceiros e haverá respostas se eles optarem por escalar [o nível de tensão].

Responderemos apropriadamente", disse.

Apesar disso, Biden defendeu um diálogo diplomático. "Estamos preparados para alguma forma de diplomacia, mas deve ser condicionada ao resultado final da desnuclearização. Então o que estamos fazendo agora é consultando nossos aliados".