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Biden deve ampliar sanções contra Cuba após protestos

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, deve ampliar as sanções contra o governo cubano após os protestos registrados na ilha nos últimos dias - Saul Loeb/AFP
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, deve ampliar as sanções contra o governo cubano após os protestos registrados na ilha nos últimos dias Imagem: Saul Loeb/AFP

22/07/2021 14h23Atualizada em 22/07/2021 15h09

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deve ampliar as sanções contra o governo cubano após os protestos registrados na ilha nos últimos dias, informam diversos veículos de imprensa norte-americana nesta quinta-feira (22).

Segundo o jornal "The Washington Post", as punições devem ser dirigidas contra um pequeno grupo de funcionários acusados de violações de direitos humanos, contra o Ministério do Interior e alguns líderes militares.

Na noite desta quarta-feira (21), o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, afirmou a um grupo de jornalistas que o governo "está confiante em ter mais espaço" para anunciar novas punições contra os cubanos. "Estamos explorando opções com o setor privado e o Congresso nesse sentido", acrescentou.

No entanto, em nenhum momento, foi citada a possibilidade de remover o embargo comercial norte-americano contra o país, em vigor desde o fim da década de 1950, e que causa diversos problemas graves em Cuba.

Em 2016, durante o governo de Barack Obama - do qual Biden era o vice - houve uma grande expectativa para que os EUA e Cuba voltassem a normalizar suas relações diplomáticas. Porém, durante o governo de Donald Trump, muitas das medidas de reaproximação foram revogadas e houve um aumento nas restrições e imposições econômicas por parte de Washington.

Apesar de muitos analistas apontarem que Biden poderia voltar a rever a questão de maneira mais aberta, o democrata manteve a linha dura de Trump e, como apontam fontes, deve endurecer ainda mais contra Havana.

Por sua vez, o governo cubano acusa os norte-americanos de estarem por trás das manifestações ocorridas nas últimas semanas, onde milhares de cidadãos foram às ruas protestar por conta da grave crise econômica vivida atualmente.