Brasil teve 3 das 10 exposições com maior média de público no mundo em 2011, diz revista

O Brasil abrigou três das dez exposições de arte com a maior média diária de público no ano passado no mundo, segundo um levantamento publicado pela conceituada revista americana The Art Newspaper.

A exposição O Mundo Mágico de Escher, que ficou de janeiro a março no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, foi a de maior média diária de público no mundo em 2011, com 9.677 visitantes ao dia. As obras do artista holandês M.C. Escher atraíram um total de 573.691 pessoas.

O centro carioca teve outras duas exposições entre as dez mais do ano - Oneness, da artista japonesa Mariko Mori, sétima com a maior média de público, com 6.991 visitantes diários entre abril e julho, e Eu em Tu, da americana Laurie Anderson, que atraiu uma média de 6.934 visitantes diários, na nona posição da lista.

Ao contrário de outras exposições que aparecem entre as mais visitadas, porém, as mostras no CCBB tiveram entrada grátis.

Apesar disso, as exposições no Rio de Janeiro não estão entre as dez mais vistas no total. A exposição Abstract Expressionist New York, que ficou entre outubro de 2010 a abril de 2011 no Museu de Arte Moderna de Nova York, atraiu um total de quase 1,2 milhão de visitantes, mas aparece apenas como a 14ª de maior média de público, com 5.655 visitantes diários.

Outras duas exposições no Brasil aparecem entre as 50 de maior média de público no ano passado - a mesma exposição de Escher, em sua passagem pelo Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo, entre abril e julho, aparece na 23ª posição, com uma média diária de 4.831 visitantes, e Em Nome dos Artistas, entre setembro e dezembro no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, foi a 49ª mais vista, com média de público de 3.788 visitantes ao dia.

Entre as 20 exposições de maior média de público no ano está também Sum of Days, do artista paulista Carlito Carvalhosa, no Museu de Arte Moderna de Nova York, entre agosto e e novembro, na 15ª posição da lista.

Surpresa brasileira

A Art Newspaper destaca a surpresa de ter uma exposição no Brasil como a de maior média de público no ano. "Em vez de uma instituição americana, europeia ou japonesa, uma brasileira, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, aparece na frente", observa a revista. "A antiga sede de banco no centro da cidade abrigou nada menos que três exposições entre as dez mais."

Para a publicação, "o apetite brasileiro pela arte contemporânea é notável". A revista cita como um exemplo dessa fome de arte pelos brasileiros o fato de que o Instituto Inhotim, fundado pelo bilionário Bernardo Paz em um parque remoto no interior de Minas Gerais, atraiu um total de 770 mil pessoas ao longo do ano.

Na lista de museus mais visitados também publicada pela revista, o Inhotim aparece na 70ª posição. Entre os cem museus mais visitados do mundo relacionados pela publicação, aparecem apenas mais três instituições: as sedes do CCBB no Rio (17º lugar, com 2,3 milhões de visitantes), em Brasília (45º, com 1,2 milhão) e em São Paulo (50º, com 1,1 milhão).

O Museu do Louvre, em Paris, foi a instituição de arte mais visitada do mundo no ano passado, segundo a revista, com 8,9 milhões de visitantes, seguido do Museu de Arte Metropolitana, de Nova York, com público de 6 milhões, o Museu Britânico, em Londres, com 5,8 milhões, a Galeria Nacional, em Londres, com 5,2 milhões, e a Tate Modern, também em Londres, com 4,8 milhões.

O Louvre vem liderando a lista da Art Newspaper desde que a revista começou a publicar sua lista anual, em 2007.

Segundo o subeditor da revista, Javier Pes, o museu permanece popular por abrigar, entre outros tesouros, a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci.

Ele observa ainda que o total de visitas a museus continuou a subir no ano passado, apesar da crise econômica nos países desenvolvidos.



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