Luta em Damasco mostra que oposição síria está melhor organizada

Novos detalhes descobertos neste domingo sobre um conflito ocorrido em Damasco na sexta-feira mostram que o Exército Livre da Síria - a principal força armada contrária ao regime- está melhor organizado.

A evolução do cenário do conflito no país levou o chanceler britânico Willian Hague a afirmar que a situação da Síria começa a se parecer com a guerra da Bósnia-Herzegóvina dos anos de 1990.

Os ataques das forças opositoras do regime de Bashar al-Assad de sexta-feira foram bem coordenados e atingiram estações de geração de eletricidade, deixando diversas partes da capital sem energia por muitas horas.

Um ônibus que transportava trabalhadores russos do setor de petróleo também foi atingido pelos rebeldes.

Segundo o correspondente da BBC em Damasco, Paul Danahar, o número de mortes entre as tropas de Assad ainda não foi divulgado. Contudo, muitos rebeldes foram mortos ou capturados.

Porém, as ações de combate do Exército Livre da Síria - formado essencialmente por desertores das Forças Armadas do regime - aparentam agora maior organização e efetividade que no passado.

Neste domingo, opositores do regime afirmaram que tropas de Assad voltaram a bombardear a cidade de Homs, causando ao menos 38 mortes.

O chanceler britânico afirmou no domingo à BBC que a Síria se aproxima do colapso ou de uma guerra com assassinatos sectários em larga escala.

Segundo ele, a intervenção internacional ainda não pode ser descartada porque o encaminhamento do conflito sírio ainda não está claro.

Novo líder

O CNS (Conselho Nacional) Sírio, um dos principais órgãos políticos dos opositores de Assad nomeou no domingo seu novo líder.

O curdo Abdelbaset Sayda foi escolhido para substituir Burhan Ghalioun, que ocupava a liderança do grupo desde sua organização em setembro do ano passado.

Sayda, que vive exilado na Suécia, afirmou que pretende reformular a estrutura do CNS.

"Estamos entrando em uma fase sensível. O regime está dando seus últimos passos . A multiplicação dos massacres e dos bombardeios mostra que ele está lutando (para sobreviver), afirmou.

Desde sua criação, o CNS tem sofrido com divisões e queixas de inefetividade. O órgão, que agrega diversos grupos de oposição, também foi acusado de ser dominado por membros islâmicos e não ser suficientemente inclusivo.

A eleição de Sayda é uma tentativa do grupo de atrair mais curdos e membros de outras minorias sírias para o CNS.

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