Topo

Esse conteúdo é antigo

O que se sabe até agora sobre operação da PF na residência oficial de Witzel

Segundo nota da PF, que não cita nome do governador, há indícios da existência de esquema de corrupção envolvendo "servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde" - Antonio Cruz/Agência Brasil
Segundo nota da PF, que não cita nome do governador, há indícios da existência de esquema de corrupção envolvendo 'servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde' Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

26/05/2020 08h56Atualizada em 26/05/2020 13h26

Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça operação para apurar indícios de desvios de recursos públicos destinados ao combate a coronavírus.

A Polícia Federal faz buscas na manhã desta terça-feira (26) no Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Por volta das 7h da manhã desta terça-feira (26), a TV Globo divulgou imagens aéreas de policiais federais e carros da PF na residência.

Em uma nota que não menciona o nome do governador, a Polícia Federal informou que deflagrou na manhã desta terça uma operação para apurar indícios de desvios de recursos públicos destinados à saúde pública no combate ao coronavírus. Foi batizada de Operação Placebo.

A PF diz que há indícios da existência de um esquema de corrupção envolvendo "servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde" e uma organização contratada para instalar hospitais de campanha.

"Elementos de prova, obtidos durante investigações iniciadas no Rio de Janeiro pela Polícia Civil, pelo Ministério Público Estadual e pelo Ministério Público Federal naquele Estado foram compartilhados com a Procuradoria-Geral da República no bojo de investigação em curso no Superior Tribunal de Justiça e apontam para a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do Estado do Rio de Janeiro", diz a nota.

Segundo a PF, estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), nos Estados do Rio e de São Paulo.

A BBC News Brasil procurou a assessoria de imprensa do governo do Rio, mas, até a última atualização desta reportagem, ainda não havia resposta.