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30/01/2011 - 14h13

Ban Ki-moon afirma que violência na África é culpa de líderes do continente

Adis-Abeba, 30 jan (EFE).- O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, afirmou neste domingo na frente de mais de 30 líderes africanos que a violência que está surgindo em vários países da África é resultado da falta de vontade por parte de seus líderes de atender os interesses de seu povo.

"Os líderes de todo o mundo devem escutar de forma mais atenta e mais sincera a voz de seu povo, suas aspirações e suas esperanças de um futuro melhor", disse Ban em seu discurso durante a 16ª Cúpula da União Africana realizada até segunda-feira na Etiópia.

Ban chamou os governantes a prestar especial atenção à juventude e assegurou que "se cuidarem do jovem da África, ajudarão seu país a conseguir coisas grandes; mas se suas ambições são reprimidas, nos arriscamos a colher o descontentamento e a instabilidade".

O secretário-geral da ONU pediu também "contenção no Egito, que evitem a violência e que respeitem as liberdades fundamentais e os direitos humanos".

Por sua parte, o presidente rotativo da União Africana (UA) e governante de Malauí, Bingu wa Mutharika, pediu neste domingo a Laurent Gbagbo, que se autoproclamou vencedor das últimas eleições da Costa do Marfim, que "respeite a vontade dos marfinenses".

Durante seu discurso na 16ª Cúpula da UA, realizada na capital da Etiópia, Mutharika instou também a Gbagbo que ceda o poder a Alassane Ouattara, candidato da oposição e reconhecido pela comunidade internacional como vencedor das eleições de novembro do ano passado.

"Mais uma vez peço a Gbagbo que respeite a vontade do povo marfinense e que deixe Ouattara liderar a Costa do Marfim, como elegeu o eleitorado", disse Mutharika frente a mais de 30 líderes africanos, o secretário-geral da ONU e o líder francês, Nicolas Sarkozy.

Após as eleições presidenciais que foram realizadas em Costa do Marfim, Ouattara foi nomeado vencedor das eleições pela Comissão Eleitoral Independente (CEI), mas Gbagbo se negou a entregar o poder e alegou fraudes nas votações.

Os dois candidatos à Presidência tomaram posse como presidentes da Costa do Marfim em duas cerimônias distintas e nomearam Governos.

Para tratar de solucionar a crise política da Costa do Marfim, a UA anunciou ontem a formação de um painel composto por cinco representantes regionais para analisar a situação e colocar possíveis soluções.

Neste domingo, Mutharika descreveu a recusa de Gbagbo de entregar o poder a Ouattara como "uma séria ameaça para a democracia da África".

As crises da Tunísia e do Egito também foram objeto de debate dos líderes africanos, enquanto a transição para a democracia da Guiné foi louvada em várias ocasiões.

No mês de novembro do ano passado, Guiné celebrou suas primeiras eleições democráticas que encerraram dois anos de transição militar e mais de cinco décadas de regimes autoritários, país que virou independente da França em 1958.

Alpha Condé, vencedor dessas primeiras eleições democráticas com 52,52% dos votos, pronunciou um discurso durante a cerimônia de abertura da Cúpula da UA, enquanto Ban disse que o êxito de Guiné é algo para celebrar e um exemplo a seguir em outras nações africanas.

"Devemos seguir trabalhando juntos para facilitar a transição à ordem constitucional no Níger, assim como realizar a transição democrática pacífica na Guiné", afirmou Ban.

Além de debater a situação de vários países africanos, a UA elegeu nesta manhã de domingo um novo presidente rotativo, o presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, e está previsto que aprovem seu orçamento, que se calcula em US$ 250 milhões para 2011.

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