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01/04/2011 - 17h04

Crescimento da população mundial nos últimos 50 anos preocupa especialistas

Washington, 1 abr (EFE).- O crescimento sem precedentes da população mundial nos últimos 50 anos, até alcançar 7 bilhões de pessoas neste ano, reavivou as preocupações sobre a chegada de uma grande crise demográfica.

David Lam, economista da Universidade de Michigan, explicou nesta sexta-feira que, apesar do crescimento da população, o planeta foi capaz de produzir alimentos suficientes para reduzir as crises de fome e a pobreza.

No entanto, ainda há preocupações sobre uma possível crise demográfica no planeta, disse ele em discurso para especialistas em uma associação sobre estudos da população nos Estados Unidos.

Em 1968, quando Paul Ehrlich disparou os alarmes sobre o impacto de uma população mundial em rápido crescimento, as taxas de crescimento eram de cerca de 2%. Entre os anos 1960 e 1969, a população mundial duplicou.

Segundo Lam, isso é algo que jamais tinha ocorrido e que não voltará a ocorrer.

"Não há dúvidas de que as taxas de crescimento da população mundial" diminuirão, disse Lam, quem acrescentou que "a taxa é tão alta" porque há "muitas mulheres em idade reprodutiva nos países em desenvolvimento como resultado do rápido crescimento da população nas décadas anteriores".

Lam analisou uma variedade de fatores que, combinados, contribuíram para reduzir o impacto do aumento da população. Entre as forças econômicas, citou a chamada "revolução verde", iniciada pelo ganhador de Prêmio Nobel, Norman Borlaug.

"Atravessamos períodos de taxas de crescimento absolutamente sem precedentes", assinalou. "No entanto, a produção de alimentos cresceu ainda mais rápido que a população e as taxas de pobreza caíram substancialmente".

A capacidade das cidades de absorver o crescimento da população mundial é outra das razões pelas quais o mundo pôde dobrar sua população nos últimos 40 anos sem que houvesse crises de fome ou aumentasse a pobreza, disse Lam.

Os trabalhos feitos por Lam no Brasil com a especialista em demografia Leticia Marteleto mostram um aumento médio de 4,3 anos de educação escolar entre os jovens de 16 a 17 anos de idade de 1960 a 2000.

"Este aumento envolve, claramente, muito mais que meras reduções no tamanho da família", ressaltou.

"Não existe um Norman Borlaug da educação para explicar como a escolaridade melhorou tanto em grande parte dos países em desenvolvimento durante um período no qual a população em idade escolar frequentemente crescia 3% ou 4% ao ano", acrescentou.

Lam concluiu que "os problemas que encaramos são enormes, mas não são nada se comparados com os enfrentados nos anos 60".

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